CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Sobre as esclerites, é correto afirmar:
Esclerite necrosante → ↑ associação com doenças sistêmicas graves (ex: Artrite Reumatoide).
As esclerites são inflamações graves da esclera, onde as formas necrosantes apresentam uma correlação muito mais forte com doenças sistêmicas potencialmente fatais do que as formas não necrosantes.
As esclerites são classificadas anatomicamente em anteriores (difusa, nodular ou necrosante) e posteriores. A forma anterior difusa é a mais comum. A importância clínica reside no fato de que a inflamação escleral pode ser a primeira manifestação de uma vasculite sistêmica grave. As formas necrosantes são as mais agressivas e possuem a maior taxa de associação com doenças sistêmicas (até 90% em algumas séries). O diagnóstico exige uma investigação sistêmica minuciosa. O tratamento geralmente requer imunossupressão sistêmica (corticosteroides e agentes poupadores de corticoide) para controlar a inflamação e prevenir a perfuração ocular.
A Artrite Reumatoide é a doença sistêmica mais comumente associada às esclerites. Outras condições importantes incluem a Granulomatose com Poliangiite (Wegener), Poliarterite Nodosa e Lúpus Eritematoso Sistêmico. Cerca de 50% dos pacientes com esclerite têm uma doença sistêmica subjacente.
A esclerite caracteriza-se por dor intensa, profunda e que piora com a movimentação ocular ou ao toque, além de não clarear totalmente com o teste do colírio de fenilefrina a 10%. A episclerite é geralmente autolimitada, causa desconforto leve e os vasos superficiais se contraem com fenilefrina.
É uma forma específica de esclerite necrosante anterior sem inflamação clínica aparente (olho branco) e indolor. Ocorre tipicamente em mulheres idosas com Artrite Reumatoide soropositiva de longa data, levando ao afinamento escleral progressivo e exposição da uveia.
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