CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
Com relação às esclerites, é correto afirmar:
Esclerite necrosante = maior associação com doenças sistêmicas e gravidade clínica.
A esclerite necrosante é a forma mais agressiva de inflamação escleral e possui alta correlação com doenças vasculares colágenas sistêmicas.
As esclerites são inflamações graves da esclera que podem levar à perda visual permanente. Elas são classificadas em anteriores (difusa, nodular e necrosante) e posteriores. A diferenciação clínica é crucial, pois a dor intensa e a presença de áreas avasculares na esclera sugerem a forma necrosante. A esclerite necrosante é um marcador de gravidade sistêmica; estudos indicam que se não tratada adequadamente com imunossupressão sistêmica, a mortalidade em 5 anos pode ser significativa devido às complicações vasculares da doença de base. O manejo deve ser multidisciplinar, envolvendo oftalmologistas e reumatologistas.
A esclerite anterior necrosante com inflamação é considerada a forma mais grave e dolorosa. Ela está associada a uma destruição progressiva da esclera e possui uma forte associação com doenças sistêmicas potencialmente fatais, como a granulomatose com poliangiite e a artrite reumatoide.
A escleromalacia perforans é uma forma específica de esclerite necrosante que ocorre quase exclusivamente em pacientes com artrite reumatoide de longa data. Diferente das outras formas, ela é indolor e caracteriza-se pelo afinamento escleral progressivo sem sinais inflamatórios exuberantes.
Cerca de 50% dos pacientes com esclerite apresentam uma doença sistêmica subjacente. As mais comuns incluem Artrite Reumatoide, Granulomatose com Poliangiite (Wegener), Lúpus Eritematoso Sistêmico, Poliarterite Nodosa e Policondrite Recidivante.
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