CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
Em qual das condições abaixo, o tratamento inclui antibióticos administrados pela via endovenosa
Esclerite por Pseudomonas = emergência oftalmológica que exige antibioticoterapia sistêmica (EV) + tópica.
Diferente de ceratites superficiais, a esclerite por Pseudomonas é uma infecção profunda e agressiva que requer antibióticos endovenosos para garantir penetração tecidual e prevenir perfuração ocular.
A esclerite infecciosa é uma das condições mais desafiadoras na oftalmologia. A Pseudomonas aeruginosa é um agente particularmente temido devido à sua capacidade de produzir enzimas proteolíticas (elastases e proteases) que destroem rapidamente o colágeno escleral e corneano. O diagnóstico é clínico, caracterizado por dor intensa, hiperemia ocular profunda que não branqueia com fenilefrina e áreas de afinamento ou necrose. O tratamento deve ser imediato e multimodal. Enquanto a maioria das ceratites bacterianas responde bem a colírios fortificados, a esclerite exige antibioticoterapia sistêmica endovenosa para garantir que o fármaco alcance o foco infeccioso através da circulação ciliar. Além da ceftazidima EV, frequentemente associam-se aminoglicosídeos ou quinolonas tópicas. O desbridamento cirúrgico de tecidos necróticos pode ser necessário em casos refratários para reduzir a carga bacteriana e facilitar a penetração dos antibióticos.
A esclera é um tecido densamente colagenoso e, quando infectada por patógenos virulentos como a Pseudomonas aeruginosa, ocorre uma rápida necrose liquefativa. A via tópica isolada muitas vezes não atinge concentrações inibitórias mínimas (CIM) suficientes nas camadas profundas da esclera. O tratamento endovenoso (geralmente com ceftazidima ou fluoroquinolonas) é essencial para combater a disseminação e evitar a panoftalmite ou perfuração.
A ceratite por herpes simples epitelial é tratada predominantemente com antivirais tópicos (como aciclovir ou ganciclovir). Já a esclerite infecciosa é uma condição muito mais profunda e destrutiva, onde a barreira hemato-ocular e a gravidade da inflamação exigem uma abordagem sistêmica agressiva.
Os riscos incluem necrose escleral extensa, extensão da infecção para o segmento posterior (endoftalmite), perfuração do globo ocular com perda de conteúdo intraocular e, em casos extremos, a necessidade de enucleação ou evisceração devido à gravidade do quadro infeccioso.
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