Escarlatina: Reconhecendo o Exantema e Sintomas Típicos

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015

Enunciado

Nas doenças exantemáticas, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A escarlatina inicia-se abruptamente com febre alta, dor de garganta, anorexia, vômitos, cefaleia e, às vezes, dor abdominal. Após 12 a 48 horas surge o exantema que é típico: eritematoso, micropapular e áspero como uma lixa.
  2. B) Na escarlatina, o exantema, que se inicia no tronco e evolui para pescoço e membros, ocorre principalmente nas palmas das mãos e planta dos pés.
  3. C) No eritema infeccioso as bochechas são avermelhadas e a região perioral apresenta-se pálida, o que é conhecido como sinal de Filatov. O exantema é mais acentuado nas dobras cutâneas e surgem áreas de hiperpigmentação, com a formação de linhas transversais nas dobras de flexão, denominado sinal de Pastia.
  4. D) A doença de Kawasaki é caracterizada por uma vasculite sistêmica que afeta artérias de grandes calibres, como a aorta. A ruptura de aneurisma da aorta é a complicação mais temida.
  5. E) O eritema infeccioso é causado pelo parvovírus B19 e na fase virêmica o paciente apresenta-se com febre, mal-estar, cefaleia, mialgia e prurido discreto. É nessa fase que, nos indivíduos com patologias hematológicas, se instala a crise aplástica que se torna crônica, levando a uma aplasia medular persistente da série vermelha.

Pérola Clínica

Escarlatina: início abrupto com febre, faringite, exantema micropapular áspero ('lixa') 12-48h após.

Resumo-Chave

A escarlatina, causada por toxinas eritrogênicas do Streptococcus pyogenes, apresenta um quadro clínico bem definido, com pródromos de febre e faringite, seguidos pelo exantema característico que é eritematoso, micropapular e com textura de lixa, predominando em dobras cutâneas.

Contexto Educacional

As doenças exantemáticas representam um grupo importante de patologias na pediatria, exigindo do residente a capacidade de diferenciar seus quadros clínicos para um diagnóstico e manejo adequados. A escarlatina, causada pelo Streptococcus pyogenes, é uma infecção bacteriana que se manifesta com um exantema característico e sintomas sistêmicos. Seu reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações graves. O quadro clínico da escarlatina inicia-se abruptamente com febre alta, dor de garganta intensa (faringite estreptocócica), cefaleia, náuseas e vômitos. O exantema surge 12 a 48 horas após o início da febre, sendo eritematoso, micropapular e com uma textura áspera, comparável a uma lixa, que se acentua nas dobras cutâneas (sinal de Pastia). A face pode apresentar palidez perioral (sinal de Filatov, embora mais associado ao eritema infeccioso, pode ser visto). A língua passa por fases de 'língua em morango branco' e depois 'língua em framboesa'. O tratamento da escarlatina é feito com antibióticos, geralmente penicilina, para erradicar o Streptococcus pyogenes e prevenir as complicações não supurativas, como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. É fundamental diferenciar a escarlatina de outras doenças exantemáticas virais, como o eritema infeccioso (bochechas esbofeteadas, exantema rendilhado) e a doença de Kawasaki (vasculite sistêmica com febre prolongada, conjuntivite, alterações de extremidades, linfadenopatia cervical e exantema polimorfo, com risco de aneurismas coronarianos).

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da escarlatina além do exantema?

Além do exantema, a escarlatina tipicamente apresenta febre alta de início abrupto, faringite intensa, cefaleia, vômitos, dor abdominal e, classicamente, a língua em framboesa (inicialmente branca, depois avermelhada com papilas proeminentes) e o sinal de Pastia (linhas de hiperpigmentação nas dobras cutâneas).

Qual o agente etiológico da escarlatina e como ela é transmitida?

A escarlatina é causada por cepas de Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A) que produzem toxinas eritrogênicas. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias de pessoas infectadas, sendo mais comum em crianças em idade escolar.

Quais são as principais complicações da escarlatina não tratada?

As complicações da escarlatina não tratada incluem febre reumática (uma sequela inflamatória grave que afeta coração, articulações, cérebro e pele) e glomerulonefrite pós-estreptocócica, além de abscessos peritonsilares e otite média. O tratamento com antibióticos previne essas sequelas.

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