Escarlatina: Diagnóstico Clínico e Tratamento Essencial

FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021

Enunciado

Escolar de nove anos apresenta quadro de febre alta (Tax 40º C), amigdalite pultácea, petéquias em palato, exantema micropapular difuso com intensificação nas dobras flexurais e palidez peribucal, que se iniciou há 5 dias. A principal hipótese diagnóstica e a conduta indicada neste caso incluem, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Mononucleose infeciosa - prescrição de sintomáticos
  2. B) Mononucleose infecciosa - prednisona oral
  3. C) Escarlatina - administração de penicilina via parenteral
  4. D) Doença de Kawasaki - administração venosa de imunoglobulina

Pérola Clínica

Escarlatina: febre, amigdalite pultácea, petéquias palato, exantema micropapular com linhas de Pastia e palidez peribucal.

Resumo-Chave

A escarlatina é causada pelo Streptococcus pyogenes e apresenta um quadro clínico característico. O tratamento com penicilina é crucial para prevenir complicações como a febre reumática.

Contexto Educacional

A escarlatina é uma doença infecciosa aguda causada por cepas toxigênicas do Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A - EBHGA). É mais comum em crianças em idade escolar, geralmente entre 5 e 15 anos, e é transmitida por gotículas respiratórias. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento precoces para evitar complicações graves. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de febre, faringite e exantema. Os sinais característicos incluem amigdalite pultácea, petéquias no palato, língua em framboesa, palidez peribucal e um exantema micropapular difuso que confere à pele uma textura de "lixa", intensificando-se nas dobras cutâneas (linhas de Pastia). A cultura de orofaringe ou testes rápidos para EBHGA podem confirmar a etiologia. O tratamento de escolha é a penicilina, seja benzatina (dose única) ou oral (por 10 dias), para erradicar a bactéria e prevenir a febre reumática aguda, a complicação não supurativa mais temida. Outros antibióticos podem ser usados em caso de alergia à penicilina. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas a falta de tratamento pode levar a sequelas cardíacas e renais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos clássicos da escarlatina?

A escarlatina se manifesta com febre alta, amigdalite pultácea, petéquias no palato, exantema micropapular difuso que se intensifica nas dobras (linhas de Pastia) e palidez peribucal.

Por que o tratamento com penicilina é fundamental na escarlatina?

O tratamento com penicilina é crucial para erradicar o Streptococcus pyogenes, prevenindo complicações graves como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Como diferenciar escarlatina de outras doenças exantemáticas?

A diferenciação se baseia na presença de amigdalite pultácea, petéquias palatinas, língua em framboesa, palidez peribucal e o exantema característico com linhas de Pastia, que são menos comuns em outras viroses.

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