Escarlatina: Etiologia Bacteriana e Tratamento Essencial

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

As doenças exantemáticas são frequentes. A maioria dos casos apresenta dificuldade diagnóstica. Em mais de 70% dos casos, a etiologia é infecciosa. Assinale a alternativa INCORRETA, segundo as características das doenças exantemáticas:

Alternativas

  1. A) A varicela se apresenta, clinicamente, com polimorfismo regional das lesões.
  2. B) A febre persistente, por 5 dias ou mais, é um critério diagnóstico importante na doença de kawasaki.
  3. C) A rubéola apresenta, na maioria dos casos, um exantema efêmero, febre e adenomegalia retroauricular e occipital, formando a tríade principal da doença.
  4. D) A escarlatina tem causa viral e não há necessidade de antibioticoterapia.
  5. E) No exantema súbito ocorre febre alta e, após melhora da febre, surge o exantema.

Pérola Clínica

Escarlatina = etiologia BACTERIANA (Streptococcus pyogenes) → NECESSITA antibioticoterapia.

Resumo-Chave

A escarlatina é uma doença exantemática de etiologia bacteriana, causada pelo Streptococcus pyogenes, e não viral. Diferente das doenças virais, a escarlatina requer tratamento com antibioticoterapia (geralmente penicilina) para prevenir complicações graves como febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica, sendo um ponto crucial para o residente.

Contexto Educacional

As doenças exantemáticas são um grupo heterogêneo de condições, predominantemente virais, que se manifestam com erupções cutâneas. No entanto, a escarlatina se destaca por sua etiologia bacteriana, sendo causada pelo Streptococcus pyogenes, o que implica uma abordagem terapêutica distinta e a necessidade de antibioticoterapia para evitar complicações. A escarlatina é caracterizada por febre, faringite e um exantema eritematoso micropapular com textura de lixa, que se torna mais evidente nas dobras cutâneas (linhas de Pastia). A língua pode apresentar aspecto de 'framboesa' ou 'morango'. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por testes rápidos ou cultura de orofaringe para estreptococos do grupo A. O tratamento da escarlatina é feito com antibioticoterapia, sendo a penicilina (oral ou intramuscular) a primeira escolha. A duração do tratamento é geralmente de 10 dias. A não realização do tratamento adequado aumenta o risco de complicações graves, como febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica, tornando a intervenção precoce fundamental para o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a etiologia da escarlatina?

A escarlatina é causada por toxinas eritrogênicas produzidas pela bactéria Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A), que também é responsável pela faringite estreptocócica.

Por que a antibioticoterapia é crucial no tratamento da escarlatina?

A antibioticoterapia é essencial para erradicar a bactéria, reduzir a duração da doença e, principalmente, prevenir complicações graves não supurativas, como febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Quais são as características do exantema na escarlatina?

O exantema é micropapular, eritematoso, com textura de lixa, que se inicia no tronco e se espalha, poupando a região perioral (palidez perioral). As linhas de Pastia (acentuação do exantema nas dobras) são um achado clássico.

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