Escarlatina: Diagnóstico, Sinais Chave e Tratamento

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025

Enunciado

Escolar de 9 anos, apresenta quadro de febre alta (TAX: 40°C), tonsilite pultácea, petéquias em palato, exantema micropapular difuso com intensidade nas dobras de flexão (SINAL DE PASTIA) e palidez peribucal com início há cinco dias (SINAL DE FILATOV). A principal hipótese diagnostica e a conduta indicada para o caso é:

Alternativas

  1. A) Doença de Kawasaki - administrar imunoglobulina por via endovenosa.
  2. B) Escarlatina – administração de penicilina por via parenteral.
  3. C) Mononucleose infecciosa – administrar sintomático.
  4. D) Mononucleose infecciosa - administrar prednisona oral.

Pérola Clínica

Febre, tonsilite pultácea, exantema micropapular com Pastia e Filatov → Escarlatina = Penicilina parenteral.

Resumo-Chave

A escarlatina é uma doença bacteriana causada por toxinas eritrogênicas do Streptococcus pyogenes, manifestando-se com febre, faringite e um exantema característico. Os sinais de Pastia (intensificação nas dobras) e Filatov (palidez peribucal) são patognomônicos, e o tratamento com penicilina é crucial para prevenir complicações.

Contexto Educacional

A escarlatina é uma doença infecciosa aguda causada por cepas de Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A - EBHGA) que produzem toxinas eritrogênicas. É mais comum em crianças em idade escolar e geralmente se manifesta após uma faringite estreptocócica. A doença é de grande importância clínica devido ao risco de complicações não supurativas graves se não tratada adequadamente, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. A fisiopatologia envolve a ação das toxinas eritrogênicas que causam o exantema característico. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na tríade de febre, faringite/tonsilite e exantema. Os sinais clássicos incluem a palidez peribucal (sinal de Filatov), a língua em framboesa e o exantema micropapular difuso com textura de lixa, que se intensifica nas dobras cutâneas (linhas de Pastia). A confirmação pode ser feita por teste rápido de detecção de antígeno estreptocócico ou cultura de orofaringe. O tratamento de escolha para a escarlatina é a antibioticoterapia com penicilina (benzatina, oral ou amoxicilina), que deve ser iniciada prontamente. A penicilina é eficaz na erradicação do EBHGA, prevenindo as complicações não supurativas e reduzindo a transmissibilidade. Em caso de alergia à penicilina, a eritromicina ou outros macrolídeos podem ser utilizados. O manejo sintomático para febre e dor também é importante. A educação dos pais sobre a importância de completar o curso de antibióticos é crucial.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos característicos da escarlatina?

A escarlatina é caracterizada por febre alta, faringite ou tonsilite pultácea, exantema micropapular difuso com textura de lixa, palidez peribucal (sinal de Filatov) e intensificação do exantema nas dobras (sinal de Pastia).

Qual o agente etiológico da escarlatina e seu tratamento?

A escarlatina é causada por cepas de Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A) que produzem toxinas eritrogênicas. O tratamento de escolha é a penicilina, administrada por via parenteral ou oral, para erradicar a bactéria e prevenir complicações.

Por que é importante tratar a escarlatina com antibióticos?

O tratamento antibiótico da escarlatina é fundamental para encurtar a duração da doença, reduzir a transmissibilidade e, mais importante, prevenir complicações graves como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.

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