Escarlatina: Diagnóstico Clínico e Tratamento de Escolha

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026

Enunciado

Uma menina de 8 anos apresenta febre há três dias, odinofagia e exantema micropapular difuso com aspecto de lixa, predominante em tronco e regiões de dobras, e palidez perioral, além de língua edemaciada. O tratamento de escolha nesse caso é:

Alternativas

  1. A) Amoxicilina oral por dez dias.
  2. B) Azitromicina oral por três dias.
  3. C) Cetocanazol oral por cinco dias.
  4. D) Claritromicina oral por sete dias.

Pérola Clínica

Exantema em lixa + Sinal de Filatov + Língua em morango = Escarlatina (Amoxicilina 10d).

Resumo-Chave

A escarlatina é uma complicação da faringite estreptocócica causada por toxinas eritrogênicas; o tratamento visa prevenir sequelas como a febre reumática.

Contexto Educacional

A escarlatina é uma doença exantemática comum na infância, causada por cepas de Streptococcus pyogenes produtoras de exotoxinas pirogênicas. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na tríade de faringite, febre e o exantema característico que poupa a região perioral. A fisiopatologia envolve uma reação de hipersensibilidade tardia à toxina em indivíduos previamente sensibilizados. Além da febre reumática, o tratamento adequado previne complicações supurativas locais, como abscessos periamigdalianos, e reduz a transmissão da bactéria na comunidade escolar e familiar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da escarlatina?

A escarlatina apresenta-se com febre alta, odinofagia e um exantema micropapular que confere à pele uma textura de lixa. Sinais específicos incluem o sinal de Pastia (acentuação do exantema nas dobras cutâneas), o sinal de Filatov (palidez perioral) e a progressão da língua, que inicia com saburra branca e evolui para o aspecto de 'língua em morango' ou framboesa devido ao edema das papilas.

Por que o tratamento deve durar 10 dias?

O tratamento padrão com Amoxicilina ou Penicilina V oral deve ser mantido por 10 dias para garantir a erradicação completa do Streptococcus pyogenes (EGA) da orofaringe. O objetivo principal dessa duração prolongada não é apenas a melhora dos sintomas agudos, mas a prevenção primária da Febre Reumática, uma complicação não supurativa grave que pode causar danos cardíacos permanentes.

Quais são as alternativas para alérgicos à penicilina?

Em pacientes com alergia não anafilática às penicilinas, cefalosporinas de primeira geração podem ser usadas. Em casos de hipersensibilidade imediata (anafilaxia), as opções de escolha são os macrolídeos, como a Azitromicina (por 5 dias) ou Claritromicina, embora a resistência bacteriana aos macrolídeos venha crescendo em algumas regiões, exigindo vigilância clínica.

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