HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
A escarlatina é uma infecção bacteriana causada pelo estreptococo do grupo A, que apresenta sinais e sintomas característicos. Com base nos conhecimentos sobre a semiologia da escarlatina e sua apresentação clínica, é CORRETO afirmar:
Escarlatina = Faringite estreptocócica + Exantema micropapular (pele em lixa) + Palidez perioral (Sinal de Filatov) + Língua em framboesa.
A escarlatina é causada por cepas de Streptococcus pyogenes produtoras de toxina eritrogênica. Seus sinais clássicos, como o Sinal de Filatov (palidez perioral), Sinal de Pastia (acentuação do exantema nas dobras) e a língua em framboesa, são patognomônicos.
A escarlatina é uma doença infecciosa aguda, mais comum em crianças, causada por cepas do Streptococcus pyogenes produtoras de toxinas eritrogênicas. A doença é uma manifestação de uma faringoamigdalite estreptocócica em um indivíduo suscetível, caracterizada por febre, odinofagia e um exantema cutâneo típico. A fisiopatologia envolve a disseminação da toxina pirogênica, que causa uma reação de hipersensibilidade resultando em vasodilatação e o exantema. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de faringite, febre e exantema escarlatiniforme. Sinais semiológicos clássicos são fundamentais: o Sinal de Filatov (palidez perioral), o Sinal de Pastia (acentuação do exantema nas dobras) e a língua em framboesa. O tratamento com antibióticos, sendo a penicilina a primeira escolha, é mandatório. Ele visa erradicar a bactéria, encurtar o período de contágio e, crucialmente, prevenir as graves complicações pós-infecciosas, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite difusa aguda. Sem tratamento, o exantema desaparece, seguido por uma descamação lamelar, mas o risco de complicações tardias permanece elevado.
Outros achados importantes são o exantema micropapular difuso (aspecto de 'pele em lixa'), o Sinal de Pastia (linhas petequiais nas áreas de flexura, como axilas), e a língua em framboesa (papilas vermelhas e proeminentes após uma fase de saburra branca).
O tratamento de escolha é a antibioticoterapia com Penicilina ou Amoxicilina. O tratamento é crucial para acelerar a resolução dos sintomas e, principalmente, para prevenir as complicações não supurativas, como febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica.
Embora ambas possam apresentar febre, exantema e língua em framboesa, a Doença de Kawasaki cursa com conjuntivite não exsudativa e alterações de extremidades (edema, eritema), e não responde a antibióticos. A escarlatina está associada a uma faringite e melhora com penicilina.
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