Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023
Criança de quatro anos de idade, previamente sadia, que não fez qualquer esquema de imunização (por opção dos pais que acreditam ser as vacinas algo antinatural e pernicioso para a saúde) é levada a uma Unidade Básica de Saúde com história de febre alta há 48 horas, apresentando eritema pruriginoso em todo o corpo. Ao exame chamam a atenção além do exantema, palidez perioral, língua saburrosa, pele em lixa. Leucograma é realizado e mostra leucocitose com neutrofilia e eosinofilia. Assinale a hipótese diagnóstica MAIS PROVÁVEL para este caso:
Exantema 'pele em lixa', palidez perioral e língua saburrosa/em framboesa → Escarlatina.
A tríade clássica de exantema micropapular áspero ('pele em lixa'), palidez perioral e língua saburrosa (que evolui para 'língua em framboesa') é altamente sugestiva de escarlatina, uma infecção bacteriana causada pelo Streptococcus pyogenes. A febre alta e a leucocitose com neutrofilia corroboram o diagnóstico.
A escarlatina é uma doença infecciosa aguda causada por cepas toxinogênicas do Streptococcus pyogenes, o mesmo agente da faringite estreptocócica. É mais comum em crianças em idade escolar e é caracterizada por um quadro de febre alta, faringite e um exantema cutâneo peculiar. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações graves, como febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica. Os sinais clínicos clássicos da escarlatina incluem a 'pele em lixa', que é um exantema micropapular eritematoso com textura áspera ao toque, que geralmente começa no tronco e se espalha para as extremidades. A palidez perioral, onde a área ao redor da boca permanece pálida em contraste com o eritema facial, e a língua que inicialmente é saburrosa e depois se torna avermelhada com papilas proeminentes ('língua em framboesa'), são achados patognomônicos. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por testes rápidos para antígeno estreptocócico ou cultura de orofaringe. O tratamento de escolha é a antibioticoterapia com penicilina, que deve ser iniciada prontamente. É fundamental que residentes saibam diferenciar a escarlatina de outras doenças exantemáticas virais comuns na infância, especialmente em crianças não vacinadas, onde o sarampo e a rubéola também são diferenciais importantes.
A escarlatina é caracterizada por febre alta, faringite, exantema micropapular eritematoso com textura áspera ('pele em lixa'), palidez perioral e língua saburrosa que evolui para 'língua em framboesa'.
A escarlatina é causada por cepas toxinogênicas do Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). O tratamento de escolha é a penicilina (benzatina ou oral) por 10 dias.
A diferenciação se baseia nos sinais específicos: a pele em lixa e a palidez perioral são muito sugestivas de escarlatina. Sarampo tem manchas de Koplik e exantema maculopapular confluente. Herpes-vírus tipo 6 causa exantema súbito (roséola).
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