HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
MP, sexo feminino, 7 anos de idade, com queixa de dor de garganta e febre de 38,9 °C há 3 dias, lesões na pele há 1 dia e dor abdominal difusa hoje. Nega tosse, coriza e alteração do hábito intestinal. Apresenta, ao exame físico, exantema cutâneo micropapular áspero generalizado, com palidez perioral e hiperemia em dobras cutâneas. Linfonodos palpáveis menores do que 1 cm em cadeia cervical e submandibulares bilateralmente. Orofaringe hiperemiada com petéquias em palato e língua em framboesa. Ausculta cardiopulmonar sem alteração. Abdome flácido sem visceromegalias, com descompressão brusca negativa. Entre as seguintes propostas terapêuticas, a mais adequada para este paciente é:
Escarlatina: febre, dor de garganta, exantema micropapular áspero, palidez perioral, língua em framboesa → Amoxicilina + sintomáticos.
A escarlatina é uma doença bacteriana causada por toxinas eritrogênicas do Streptococcus pyogenes, manifestando-se com febre, faringite e um exantema micropapular áspero, com sinais clássicos como palidez perioral, linhas de Pastia e língua em framboesa. O tratamento com antibióticos, como a amoxicilina, é crucial para prevenir complicações como febre reumática e glomerulonefrite.
A escarlatina é uma doença infecciosa aguda que afeta principalmente crianças em idade escolar, sendo causada por cepas de Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A) que produzem toxinas eritrogênicas. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são de suma importância para residentes e estudantes de medicina, não apenas para aliviar os sintomas, mas principalmente para prevenir as graves complicações não supurativas, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. O quadro clínico da escarlatina é bastante característico. Inicia-se com febre alta, dor de garganta intensa e, por vezes, dor abdominal. O exantema surge 12 a 48 horas após o início da febre, sendo micropapular, eritematoso e de textura áspera ('pele de lixa'), com predileção por tronco e extremidades, poupando a região perioral (palidez perioral). As dobras cutâneas, como axilas e virilhas, podem apresentar hiperemia acentuada e petéquias, formando as 'linhas de Pastia'. Na orofaringe, observa-se hiperemia, petéquias no palato e a clássica 'língua em framboesa', que evolui de uma camada branca para uma superfície vermelha e papilosa. A ausência de tosse e coriza ajuda a diferenciá-la de outras doenças exantemáticas virais. O tratamento da escarlatina é feito com antibióticos, sendo a amoxicilina (ou penicilina) a primeira escolha, administrada por 10 dias. A dipirona ou paracetamol são indicados para o controle da febre e da dor. O tratamento antibiótico é fundamental para erradicar o Streptococcus pyogenes da orofaringe, reduzindo a transmissibilidade e, crucialmente, prevenindo as complicações tardias. A hidroxizina, um anti-histamínico, não é uma medicação primária para a escarlatina, embora possa ser usada para prurido, se presente, mas não aborda a causa bacteriana.
A escarlatina se manifesta com febre alta, dor de garganta, exantema cutâneo micropapular áspero (pele de lixa), palidez perioral, hiperemia em dobras cutâneas (linhas de Pastia) e língua em framboesa. Pode haver dor abdominal e linfonodomegalia cervical.
A escarlatina é causada por cepas de Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A) que produzem toxinas eritrogênicas. O tratamento com antibióticos, como a amoxicilina, é crucial para erradicar a bactéria, encurtar o curso da doença e, mais importante, prevenir complicações não supurativas graves como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.
A diferenciação se baseia na combinação de febre e faringite com o exantema característico (micropapular áspero, palidez perioral, linhas de Pastia) e achados orofaríngeos (língua em framboesa, petéquias no palato). A ausência de tosse e coriza ajuda a diferenciá-la do sarampo, e a cultura de orofaringe ou teste rápido para estreptococo pode confirmar o diagnóstico.
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