Escarlatina: Diagnóstico, Sinais Clínicos e Tratamento com Penicilina

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Menino de 8 anos apresenta febre alta, dor de garganta, vômitos e cefaleia há 24 h. Está em uso de amoxacilina há 24 h. Exame físico: hipoativo, faringe hiperemiada com placas esbranquiçadas sobre as amígdalas, língua saburrosa com papilas evidentes e adenomegalia cervical, exantema micropapular avermelhado em todo o tegumento, que poupa região perioral e some à digitopressão, acentuado nas pregas poplíteas e na região cubital.O diagnóstico e a conduta corretos são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) mononucleose infecciosa; uso de sintomáticos.
  2. B) farmacodermia; suspensão do antibiótico e uso de corticoide.
  3. C) sarampo; vitamina A.
  4. D) escarlatina; penicilina benzatina.

Pérola Clínica

Escarlatina = faringite estreptocócica + exantema micropapular ('lixa') + língua em framboesa. Tratar com Penicilina.

Resumo-Chave

A escarlatina é uma doença infecciosa causada por cepas de Streptococcus pyogenes produtoras de toxinas eritrogênicas, manifestando-se como faringite estreptocócica acompanhada de um exantema micropapular característico, que poupa a região perioral (palidez perioral) e é mais intenso nas pregas cutâneas (linhas de Pastia). O tratamento com penicilina é essencial para prevenir febre reumática.

Contexto Educacional

A escarlatina é uma doença infecciosa aguda, comum na infância, causada por cepas de Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A - EBHGA) que produzem toxinas eritrogênicas. É uma manifestação da faringite estreptocócica, diferenciando-se pela presença de um exantema característico. Seu diagnóstico e tratamento corretos são cruciais para prevenir complicações graves. Clinicamente, a escarlatina se manifesta com febre alta, dor de garganta intensa, cefaleia e vômitos. Ao exame físico, observa-se faringe hiperemiada com exsudato, língua inicialmente saburrosa que evolui para 'língua em framboesa' (vermelha com papilas proeminentes), e um exantema micropapular avermelhado com textura de 'lixa', que surge no tronco e se espalha, poupando a região perioral (palidez perioral) e acentuando-se nas pregas cutâneas (sinal de Pastia). O tratamento da escarlatina é feito com antibióticos, sendo a penicilina benzatina a primeira escolha, administrada em dose única intramuscular. Para pacientes alérgicos à penicilina, a eritromicina ou azitromicina podem ser utilizadas. O tratamento é essencial não apenas para a resolução dos sintomas, mas principalmente para prevenir as complicações não supurativas, como a febre reumática aguda e a glomerulonefrite pós-estreptocócica, que podem ter sequelas graves a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos característicos da escarlatina?

Os sinais incluem febre alta, faringite com placas esbranquiçadas, língua saburrosa que evolui para 'língua em framboesa', exantema micropapular avermelhado com textura de lixa, palidez perioral e acentuação nas pregas (sinal de Pastia).

Qual o agente etiológico da escarlatina e qual o tratamento de escolha?

A escarlatina é causada por cepas de Streptococcus pyogenes produtoras de toxinas eritrogênicas. O tratamento de escolha é a penicilina benzatina em dose única, ou amoxicilina oral por 10 dias.

Por que é crucial tratar a escarlatina com antibióticos?

O tratamento antibiótico é fundamental para erradicar a bactéria, aliviar os sintomas e, mais importante, prevenir complicações graves não supurativas como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.

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