Escarlatina: Etiologia, Sinais Clínicos e Tratamento Essencial

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024

Enunciado

A maioria das doenças exantemáticas infecciosas na infância são de etiologia viral. A escarlatina é uma das poucas exceções. Em relação à escarlatina, atribua V. (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.I. O agente etiológico é o Streptococcus agalactie.II. O rash cutâneo é provocado pela toxina pirogênica produzida pela bactéria.III. A criança acometida pode evoluir com papilite lingual.IV. O paciente pode apresentar os sinais de Pastia e de Filatov.V. As drogas de escolha para o tratamento são os antibióticos macrolídeos. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência CORRETA.

Alternativas

  1. A) V, V, V, F, F.
  2. B) V, F, F, F, V.
  3. C) F, V, F, V, V.
  4. D) F, V, V, V, F.
  5. E) F, F, V, V, F.

Pérola Clínica

Escarlatina: S. pyogenes, toxina pirogênica, língua em framboesa, sinais de Pastia/Filatov, tratamento com Penicilina.

Resumo-Chave

A escarlatina é uma doença exantemática bacteriana causada pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do Grupo A - EBHGA), que produz toxinas pirogênicas responsáveis pelo rash cutâneo característico. O tratamento de escolha é a penicilina para prevenir complicações como a febre reumática.

Contexto Educacional

A escarlatina é uma doença infecciosa aguda, mais comum na infância, causada por cepas de Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do Grupo A) que produzem toxinas pirogênicas (eritrogênicas). Essas toxinas são responsáveis pelo exantema característico, que se manifesta como um rash micropapular eritematoso, áspero ao toque, que geralmente começa no pescoço e tórax e se espalha para o corpo, poupando a região perioral (sinal de Filatov). A incidência é maior em crianças em idade escolar. O diagnóstico da escarlatina é predominantemente clínico, baseado na tríade de faringite, febre e exantema. Outros sinais importantes incluem a língua em framboesa (papilite lingual), que evolui de uma camada branca para uma superfície vermelha e edemaciada, e o sinal de Pastia, que são linhas petequiais nas dobras cutâneas, como axilas e virilhas. A confirmação pode ser feita por cultura de orofaringe ou teste rápido para antígeno estreptocócico. O tratamento de escolha para a escarlatina é a antibioticoterapia com penicilina, seja oral (amoxicilina) ou intramuscular (penicilina benzatina), por um período de 10 dias. Em pacientes alérgicos à penicilina, macrolídeos como a azitromicina podem ser utilizados. O tratamento adequado é fundamental não apenas para a resolução dos sintomas, mas principalmente para prevenir as complicações não supurativas graves, como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda.

Perguntas Frequentes

Qual o agente etiológico da escarlatina e qual o mecanismo do rash?

O agente etiológico da escarlatina é o Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do Grupo A). O rash cutâneo é provocado pelas toxinas pirogênicas (eritrogênicas) produzidas por essa bactéria.

Quais são os sinais clínicos característicos da escarlatina além do exantema?

Além do exantema micropapular áspero, a escarlatina pode apresentar língua em framboesa (papilite lingual), sinal de Pastia (linhas petequiais nas dobras cutâneas) e sinal de Filatov (palidez perioral).

Qual o tratamento de primeira escolha para a escarlatina e por que é importante?

A penicilina (oral ou benzatina) é a droga de escolha para o tratamento da escarlatina. É crucial para erradicar a bactéria, aliviar os sintomas e, principalmente, prevenir complicações graves como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda.

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