IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Nas doenças exantemáticas, é correto afirmar que:
Escarlatina → febre alta, faringite, exantema micropapular áspero ("lixa"), língua em framboesa.
A escarlatina, causada por toxinas eritrogênicas do Streptococcus pyogenes, apresenta um quadro clínico característico com início abrupto de febre e faringite, seguido por um exantema eritematoso, micropapular e áspero ao toque, que poupa a região perioral (sinal de Filatov) e acentua-se nas dobras (sinal de Pastia).
As doenças exantemáticas são um grupo comum de infecções, principalmente na infância, caracterizadas pelo surgimento de lesões cutâneas (exantema) acompanhadas de outros sintomas sistêmicos. A escarlatina, causada por cepas de Streptococcus pyogenes produtoras de toxinas eritrogênicas, é uma condição de importância clínica devido ao seu potencial de complicações se não tratada adequadamente. A fisiopatologia da escarlatina envolve a ação das toxinas bacterianas que causam a erupção cutânea. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na tríade de febre, faringite e o exantema característico. O exantema surge 12 a 48 horas após o início da febre, é eritematoso, micropapular e áspero, com palidez perioral (sinal de Filatov) e acentuação nas dobras (sinal de Pastia). A língua pode apresentar-se com aspecto de "framboesa". O tratamento da escarlatina é feito com antibioticoterapia (penicilina ou amoxicilina são as escolhas de primeira linha) para erradicar a bactéria e prevenir complicações como febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica. O prognóstico é excelente com tratamento precoce e adequado. É crucial diferenciar a escarlatina de outras doenças exantemáticas para instituir a conduta correta.
A escarlatina geralmente começa abruptamente com febre alta, dor de garganta intensa, anorexia, vômitos, cefaleia e, por vezes, dor abdominal, antes do surgimento do exantema.
O exantema da escarlatina é eritematoso, micropapular e áspero ao toque, assemelhando-se a uma lixa. Ele se inicia no tronco e pescoço, disseminando-se para os membros, com acentuação nas dobras cutâneas (linhas de Pastia) e palidez perioral (sinal de Filatov).
A principal complicação da doença de Kawasaki é o desenvolvimento de aneurismas das artérias coronárias, que podem levar a infarto do miocárdio, trombose ou ruptura, sendo a complicação cardiovascular mais temida.
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