PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Mãe relata que seu filho, de oito anos vem apresentando febre alta, calafrios, dor de cabeça, prostração e dor de garganta. Dois dias atrás, surgiu exantema formado por pápulas eritematosas puntiformes próximas umas das outras, mais intensas em dobras/ pregas cutâneas. Percebe-se também um discreto rubor facial, exceto por uma nítida palidez perioral. Considerando esse quadro, o diagnóstico mais provável é:
Febre + Faringite + Exantema 'em lixa' + Sinais de Pastia e Filatov = Escarlatina.
A escarlatina é uma toxemia causada pelo S. pyogenes, caracterizada por exantema áspero que poupa a região perioral e se intensifica nas dobras.
A escarlatina é uma manifestação clínica da infecção pelo Streptococcus pyogenes, ocorrendo principalmente em crianças em idade escolar. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na tríade de febre, faringite e o exantema característico. O tratamento com penicilina ou amoxicilina é crucial não apenas para abreviar os sintomas, mas principalmente para prevenir complicações não supurativas, como a febre reumática. A descamação laminar das extremidades após a resolução do exantema é outro achado clássico da doença.
O sinal de Pastia refere-se à acentuação do exantema nas linhas de dobra (axilas, cotovelos, virilhas), formando linhas transversais hemorrágicas que não desaparecem à digitopressão. O sinal de Filatov é a palidez perioral que contrasta com o rubor facial intenso, conferindo uma aparência característica à face da criança com escarlatina.
O exantema é causado pela liberação de exotoxinas pirogênicas (eritrogênicas) produzidas por certas cepas de Streptococcus pyogenes (Estreptococo do grupo A). Essas toxinas induzem uma reação de hipersensibilidade tardia na pele de indivíduos previamente sensibilizados, resultando em vasodilatação e edema dérmico que se manifesta como pápulas eritematosas puntiformes.
O exantema da escarlatina tem textura de 'lixa' (micropapular), inicia-se no pescoço e tronco e progride para os membros. Diferencia-se do sarampo (que é morbiliforme e tem manchas de Koplik) e da rubéola (que é mais brando e apresenta linfonodopatia retroauricular). A presença de faringite estreptocócica associada é um marcador clínico fundamental.
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