Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa incorreta sobre a escarlatina.
Diagnóstico de Escarlatina: clínico-epidemiológico, com confirmação etiológica da faringite por testes rápidos/cultura.
A escarlatina é uma manifestação clínica de faringoamigdalite por Streptococcus pyogenes, caracterizada por exantema. O diagnóstico é primariamente clínico, e os testes laboratoriais (rápidos ou cultura) servem para confirmar a presença do estreptococo, não para diagnosticar a escarlatina em si. O tratamento de escolha é amoxicilina por 10 dias.
A escarlatina é uma doença infecciosa aguda causada por cepas de Streptococcus pyogenes (Estreptococo do Grupo A - SGA) produtoras de toxinas eritrogênicas. É uma manifestação de faringoamigdalite estreptocócica, caracterizada por febre, faringite e um exantema cutâneo difuso, eritematoso e micropapular, com textura de 'lixa', que geralmente poupa a região perioral (palidez perioral). O diagnóstico da escarlatina é essencialmente clínico e epidemiológico. Embora os testes antigênicos rápidos (strep test) e a cultura de orofaringe sejam ferramentas úteis em unidades de pronto-atendimento pediátrico, eles servem para confirmar a presença do S. pyogenes na faringe, e não para diagnosticar a escarlatina em si. A escarlatina é um diagnóstico clínico que acompanha a confirmação da infecção estreptocócica. O tratamento visa erradicar o S. pyogenes para prevenir complicações como febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica. A amoxicilina por 10 dias é o tratamento de escolha, com cefalosporinas como alternativa para alergias leves à penicilina. Macrolídeos são reservados para alergias graves, devido à crescente resistência do S. pyogenes a essa classe de antibióticos. É crucial que residentes compreendam a distinção entre o diagnóstico clínico da escarlatina e a confirmação laboratorial da infecção estreptocócica para um manejo adequado.
O diagnóstico da escarlatina é primariamente clínico, baseado na presença de faringoamigdalite, febre e o exantema característico (pele áspera, 'lixa', e palidez perioral). Testes rápidos de antígeno ou cultura de orofaringe são usados para confirmar a etiologia estreptocócica da faringite.
O tratamento de primeira linha para escarlatina e faringoamigdalite estreptocócica é a amoxicilina, administrada por 10 dias. A penicilina benzatina também é uma opção eficaz, especialmente para garantir a adesão ao tratamento.
Para pacientes com alergia leve à penicilina, as cefalosporinas de primeira geração (como a cefalexina) são uma boa alternativa. Para pacientes com alergia grave (anafilaxia), os macrolídeos (como a azitromicina ou clindamicina) são indicados, embora a resistência do S. pyogenes a macrolídeos seja crescente.
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