Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Observe o exame físico dessa mulher de 58 anos de idade, com antecedente de mastectomia direita com linfadenectomia axilar. O diagnóstico é de? VIDE ANEXO
Mastectomia + linfadenectomia axilar → lesão nervo torácico longo → paralisia serrátil anterior → escápula alada.
A escápula alada é uma condição caracterizada pela proeminência medial da escápula, frequentemente causada por fraqueza ou paralisia do músculo serrátil anterior devido à lesão do nervo torácico longo, um risco conhecido em cirurgias axilares como a linfadenectomia.
A escápula alada é uma condição ortopédica caracterizada pela proeminência anormal da escápula, que se destaca da parede torácica, assemelhando-se a uma 'asa'. Embora possa ter diversas causas, a mais comum é a disfunção ou paralisia do músculo serrátil anterior, que é inervado pelo nervo torácico longo. Essa condição é particularmente relevante em pacientes com histórico de cirurgias na região axilar ou cervical. O nervo torácico longo é vulnerável a lesões devido ao seu trajeto superficial na parede torácica lateral. Procedimentos como a linfadenectomia axilar (frequentemente realizada em casos de câncer de mama), cirurgias torácicas ou traumas diretos podem comprometer sua integridade. A lesão nervosa impede a contração eficaz do músculo serrátil anterior, que é crucial para estabilizar a escápula contra o tórax e permitir a elevação do braço acima de 90 graus. O diagnóstico é primariamente clínico, observando-se a proeminência escapular durante a movimentação do braço, especialmente ao empurrar contra uma resistência. O tratamento pode variar desde fisioterapia para fortalecimento de músculos adjacentes e reeducação postural, até, em casos selecionados e persistentes, intervenções cirúrgicas para reparo nervoso ou estabilização da escápula. A identificação precoce e o manejo adequado são importantes para minimizar a disfunção do ombro e melhorar a qualidade de vida do paciente.
A escápula alada se manifesta pela proeminência da borda medial e do ângulo inferior da escápula, especialmente quando o paciente tenta empurrar uma parede ou elevar o braço acima de 90 graus, devido à fraqueza do músculo serrátil anterior.
O nervo torácico longo é o mais frequentemente lesado durante procedimentos como a linfadenectomia axilar, pois ele cursa superficialmente na parede torácica lateral, inervando o músculo serrátil anterior.
O músculo serrátil anterior é responsável pela protração e rotação superior da escápula, mantendo-a aderida à parede torácica. Sua paralisia resulta na incapacidade de elevar o braço acima da horizontal e na característica deformidade da escápula alada.
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