UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Paciente de 60 anos, intubado há 7 dias por pneumonia por covid-19, apresentou piora dos parâmetros ventilatórios devido pneumotórax à esquerda. Após passagem de dreno pleural, houve reexpansão completa do pulmão, porém com escape aéreo persistente, levando à perda de cerca de 15% do volume corrente através do dreno. Em relação ao dreno de tórax, que conduta, dentre as abaixo, deve ser adotada?
Pneumotórax com escape aéreo persistente pós-drenagem → observar por 5-7 dias antes de intervir.
Em pacientes com pneumotórax e escape aéreo persistente após drenagem, a conduta inicial é a observação. Muitos escapes aéreos fecham espontaneamente em alguns dias, especialmente se o pulmão estiver totalmente reexpandido. Intervenções mais invasivas são consideradas após um período de observação sem resolução.
O escape aéreo persistente é uma complicação comum do pneumotórax, especialmente em pacientes sob ventilação mecânica ou com doença pulmonar subjacente, como pneumonia grave. A importância clínica reside no risco de falha na reexpansão pulmonar, infecção e prolongamento da internação, impactando a morbidade do paciente. A fisiopatologia envolve a manutenção de uma fístula broncopleural que permite a passagem de ar para o espaço pleural. O diagnóstico é clínico, pela observação contínua de bolhas no selo d'água do dreno, e radiológico, pela reexpansão pulmonar. Deve-se suspeitar quando o pulmão está reexpandido, mas o escape de ar persiste. O tratamento inicial é conservador, com manutenção do dreno e observação. Se o escape persistir por mais de 5-7 dias, podem ser consideradas opções como pleurodese química ou cirúrgica (toracoscopia ou toracotomia) para sutura da fístula. O prognóstico depende da causa subjacente e da resposta às intervenções.
Um escape aéreo é considerado persistente quando dura mais de 5 a 7 dias após a inserção do dreno torácico e reexpansão pulmonar, mesmo com o dreno funcionando adequadamente.
A conduta inicial é a observação, mantendo o dreno e monitorando o débito de ar, pois muitos escapes aéreos fecham espontaneamente com o tempo, especialmente se o pulmão estiver reexpandido.
Intervenções como pleurodese química ou cirurgia (toracoscopia/toracotomia) são consideradas se o escape aéreo persistir por mais de uma semana, houver falha na reexpansão pulmonar ou instabilidade clínica do paciente.
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