Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
A escala de MELD (model of end stage liver disease) é um conjunto de dados que permite identificar quais pacientes têm uma maior probabilidade de morrer de doença hepática. Portanto, é um sistema de pontuação para avaliar a gravidade da doença hepática crônica. É CORRETO afirmar que essa análise é baseada nos seguintes exames laboratoriais:
Escala MELD = INR + Creatinina + Bilirrubina (para priorização em transplante hepático).
A escala MELD é uma ferramenta prognóstica crucial para pacientes com doença hepática crônica, utilizada para avaliar a gravidade da doença e priorizar pacientes para transplante hepático. Seus componentes são o International Normalized Ratio (INR), a creatinina sérica e a bilirrubina total.
A escala MELD (Model of End Stage Liver Disease) é um sistema de pontuação prognóstica amplamente utilizado para avaliar a gravidade da doença hepática crônica e prever a sobrevida em pacientes com cirrose. Desenvolvida inicialmente para prever a sobrevida após a colocação de TIPS, tornou-se a principal ferramenta para priorização de pacientes em listas de transplante hepático em muitos países, incluindo o Brasil. O cálculo do MELD é baseado em três parâmetros laboratoriais objetivos: o International Normalized Ratio (INR), que reflete a função sintética do fígado (produção de fatores de coagulação); a bilirrubina total, que indica a capacidade excretora do fígado; e a creatinina sérica, que avalia a função renal, frequentemente comprometida em pacientes com doença hepática avançada (síndrome hepatorrenal). Um MELD mais alto indica maior gravidade da doença e, consequentemente, maior prioridade na fila de transplante. A escala é dinâmica, e os valores são recalculados periodicamente para refletir a evolução do paciente. Compreender seus componentes e sua aplicação é fundamental para o manejo de pacientes com hepatopatias crônicas e para a tomada de decisões sobre transplante hepático.
A escala MELD é baseada em três exames laboratoriais principais: o International Normalized Ratio (INR), a creatinina sérica e a bilirrubina total. Esses parâmetros refletem a função sintética, excretora e renal, respectivamente.
Na prática clínica, a escala MELD serve para avaliar a gravidade da doença hepática crônica, prever a sobrevida de pacientes com cirrose e, crucialmente, para priorizar pacientes na lista de espera para transplante hepático, garantindo que os mais graves recebam o órgão primeiro.
A creatinina sérica é um indicador da função renal. Em pacientes com doença hepática avançada, a disfunção renal (síndrome hepatorrenal) é uma complicação comum e grave, associada a pior prognóstico. Por isso, a creatinina é um componente essencial da escala MELD, refletindo a gravidade da doença sistêmica.
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