UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Após trauma abdominal fechado, paciente realizou CT que demonstrou hematoma pancreático sem presença de lesão ductal. De acordo com a escala de lesões pancreáticas da Associação Americana de Cirurgiões de Trauma, essa lesão é classificada como:
AAST Pâncreas: Hematoma sem lesão ductal = Grau 1; com lesão ductal = Grau 3 (distal) ou 4 (proximal).
A classificação das lesões pancreáticas pela AAST é fundamental para guiar a conduta. Um hematoma pancreático sem lesão ductal é classificado como Grau 1, indicando uma lesão de menor gravidade que geralmente pode ser manejada de forma não operatória.
O trauma abdominal fechado pode resultar em lesões de órgãos sólidos e ocos, sendo o pâncreas um órgão relativamente protegido, mas que, quando lesado, pode gerar complicações graves. A avaliação inicial de pacientes com trauma abdominal inclui exames de imagem como a tomografia computadorizada (TC), que é fundamental para identificar e classificar as lesões pancreáticas. A Associação Americana de Cirurgiões de Trauma (AAST) desenvolveu uma escala de classificação para lesões de órgãos, incluindo o pâncreas, que é amplamente utilizada para padronizar a descrição das lesões e guiar a conduta. Essa escala varia de Grau 1 (lesão mínima) a Grau 5 (lesão grave). A presença ou ausência de lesão ductal é um divisor de águas na classificação e no prognóstico. Um hematoma pancreático sem evidência de lesão ductal é classificado como Lesão Grau 1. Essas lesões são consideradas de menor gravidade e, na maioria dos casos, podem ser manejadas de forma conservadora, com observação rigorosa e suporte clínico. Em contraste, a presença de lesão ductal (Grau 3 ou 4) ou destruição maciça do pâncreas (Grau 5) geralmente exige intervenção cirúrgica devido ao alto risco de fístulas, pseudocistos, pancreatite e outras complicações que podem levar a morbidade e mortalidade significativas. O conhecimento dessa escala é essencial para residentes de cirurgia do trauma e emergência, pois direciona o plano terapêutico e o prognóstico do paciente.
A escala AAST (American Association for the Surgery of Trauma) classifica as lesões pancreáticas de Grau 1 a 5. O Grau 1 envolve hematoma ou laceração superficial sem lesão ductal. O Grau 2 é um hematoma maior ou laceração mais profunda sem lesão ductal. Graus 3 e 4 envolvem lesão ductal (distal e proximal, respectivamente), e o Grau 5 é a destruição maciça da cabeça do pâncreas ou desvascularização completa.
A presença de lesão ductal é um fator crítico na classificação e manejo do trauma pancreático. Lesões com comprometimento ductal (Grau 3 ou superior) têm maior risco de complicações como fístulas pancreáticas, pseudocistos e pancreatite, e frequentemente requerem intervenção cirúrgica para reparo ou ressecção.
Um hematoma pancreático sem lesão ductal, classificado como Grau 1 ou 2 pela AAST, geralmente pode ser manejado de forma não operatória, com observação e suporte. A cirurgia é reservada para casos de lesão ductal, lesões mais graves ou instabilidade hemodinâmica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo