SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Sobre a escala de Hunt- Hess, o grau Ili é caracterizado por:
Hunt-Hess III = sonolência, confusão mental ou déficit focal moderado pós-HSA.
A Escala de Hunt-Hess é utilizada para classificar a gravidade clínica de pacientes com hemorragia subaracnoidea (HSA) por ruptura de aneurisma, auxiliando na avaliação prognóstica e na tomada de decisão terapêutica. O grau III indica um comprometimento neurológico moderado.
A hemorragia subaracnoidea (HSA), frequentemente causada pela ruptura de um aneurisma cerebral, é uma emergência neurológica grave com alta morbimortalidade. A Escala de Hunt-Hess é uma ferramenta clínica amplamente utilizada para classificar a gravidade inicial do paciente, fornecendo informações prognósticas e auxiliando na tomada de decisões terapêuticas. A fisiopatologia da HSA envolve o extravasamento de sangue para o espaço subaracnoideo, causando irritação meníngea, aumento da pressão intracraniana e risco de vasoespasmo cerebral. O diagnóstico é feito por tomografia computadorizada de crânio e, se negativa, punção lombar. A classificação de Hunt-Hess é realizada no momento da admissão, baseada no estado de consciência e na presença de déficits neurológicos. O tratamento da HSA visa prevenir o ressangramento do aneurisma (por clipagem cirúrgica ou embolização endovascular) e manejar as complicações, como o vasoespasmo e a hidrocefalia. A gravidade na escala de Hunt-Hess influencia diretamente a abordagem terapêutica e o prognóstico do paciente, sendo os graus mais baixos associados a melhores desfechos.
A escala varia de I a V. Grau I: assintomático ou cefaleia leve/rigidez de nuca. Grau II: cefaleia moderada a grave, rigidez de nuca, sem déficit focal. Grau III: sonolência, confusão ou déficit focal leve. Grau IV: estupor, hemiparesia moderada a grave, possível rigidez de descerebração. Grau V: coma, postura de descerebração.
Graus mais baixos (I-II) geralmente estão associados a um melhor prognóstico, enquanto graus mais altos (IV-V) indicam maior gravidade e pior prognóstico. A escala ajuda a estratificar o risco e a planejar a intervenção cirúrgica ou endovascular.
A classificação de Hunt-Hess, juntamente com outras avaliações clínicas e de imagem, orienta a urgência e o tipo de tratamento (clipagem cirúrgica ou embolização endovascular) do aneurisma roto, bem como o manejo de complicações como o vasoespasmo.
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