HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Paciente de 64 anos é vítima de queda do telhado, de aproximadamente 10 metros de altura. É atendido pela equipe de atendimento pré-hospitalar que realiza intubação traqueal na cena devido a rebaixamento do nível de consciência e episódio de convulsão com risco de broncoaspiração. No momento do atendimento apresentava-se sem abertura ocular a qualquer estímulo, sem resposta verbal, com movimentos de extensão anormal. É transferido, então, a referência de trauma mais próxima e realizado o exame tomográfico abaixo, sem contraste endovenoso. Apesar do risco de broncoaspiração pela convulsão, a outra indicação de via aérea definitiva para este caso foi a pontuação na escala de coma de Glasgow convencional de:
GCS = E1 + V1 + M2 → 4 pontos. Indicação via aérea definitiva = GCS ≤ 8.
A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta essencial para avaliar o nível de consciência em pacientes traumatizados. Uma pontuação de 8 ou menos é um critério clássico para a indicação de via aérea definitiva (intubação orotraqueal), visando proteger a via aérea e garantir ventilação adequada, especialmente em casos de trauma cranioencefálico grave.
A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta padronizada e universalmente aceita para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente no contexto do trauma. Ela fornece uma medida objetiva e reprodutível do estado neurológico, sendo fundamental para a triagem, monitorização e prognóstico. A GCS é composta por três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica que reflete a gravidade do comprometimento. No manejo do trauma, uma das aplicações mais críticas da GCS é a indicação de via aérea definitiva. A recomendação clássica do Advanced Trauma Life Support (ATLS) é considerar a intubação orotraqueal em pacientes com GCS igual ou inferior a 8. Essa conduta visa proteger a via aérea contra aspiração, otimizar a oxigenação e ventilação, e controlar a pressão intracraniana, prevenindo lesões cerebrais secundárias. A intubação precoce em pacientes com GCS baixo é uma medida proativa para garantir a segurança e estabilidade do paciente. Para residentes, é imperativo dominar o cálculo da GCS e entender suas implicações clínicas. A capacidade de avaliar rapidamente o nível de consciência e tomar decisões sobre a via aérea é uma habilidade essencial no atendimento ao trauma. Além do GCS, outros fatores como a presença de trauma maxilofacial, risco de aspiração e insuficiência respiratória também devem ser considerados na decisão de intubar, garantindo um manejo abrangente e seguro do paciente traumatizado.
A GCS avalia três componentes: abertura ocular (E1-E4), resposta verbal (V1-V5) e resposta motora (M1-M6). A pontuação mínima é 3 e a máxima é 15.
Outras indicações incluem incapacidade de manter a via aérea pérvia, insuficiência respiratória progressiva, hipoxemia ou hipercapnia refratárias, risco iminente de aspiração e trauma maxilofacial grave.
A resposta motora de extensão anormal (postura de descerebração) é pontuada como M2 na Escala de Coma de Glasgow, indicando um comprometimento neurológico grave.
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