ENARE/ENAMED — Prova 2023
Um homem de 27 anos é levado ao pronto atendimento após queda de nível elevado. Depois de assegurar uma via aérea pérvia, a imobilização da coluna cervical e a checagem dos sinais vitais, a resposta ao exame neurológico é a seguinte: flexão normal, sons irreconhecíveis e abertura ocular (todos após estímulos dolorosos).Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
GCS: Abertura ocular (dor=2), Resposta verbal (sons irreconhecíveis=2), Resposta motora (retirada à dor=4) → GCS = 2+2+4 = 8.
A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta crucial para a avaliação inicial e monitoramento de pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE). A pontuação de 8 indica um TCE grave, necessitando de avaliação neurocirúrgica imediata e manejo intensivo, incluindo proteção de via aérea.
A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente aqueles com traumatismo cranioencefálico (TCE). Ela avalia três componentes: abertura ocular (E), resposta verbal (V) e resposta motora (M), com pontuações que variam de 3 (coma profundo) a 15 (plenamente consciente). A correta aplicação da GCS é fundamental para a classificação do TCE em leve (13-15), moderado (9-12) ou grave (3-8), o que direciona a conduta e o prognóstico. No caso descrito, a abertura ocular após estímulos dolorosos pontua 2; a emissão de sons irreconhecíveis pontua 2; e a flexão normal após estímulos dolorosos, que se refere à retirada à dor, pontua 4. Somando-se esses valores (2+2+4), obtém-se uma GCS de 8 pontos. Uma GCS igual ou inferior a 8 é um critério para intubação orotraqueal e ventilação mecânica para proteção de via aérea e otimização da oxigenação cerebral, além de indicar um TCE grave. A avaliação neurológica no trauma é um processo dinâmico. Embora a tomografia de crânio seja essencial para identificar lesões intracranianas, ela não determina a GCS, mas sim complementa a avaliação clínica. A avaliação do neurocirurgião é crucial para o manejo de pacientes com TCE moderado a grave, mas a classificação inicial é feita pela GCS.
A GCS avalia abertura ocular (E: 1-4), resposta verbal (V: 1-5) e resposta motora (M: 1-6). A pontuação total é a soma desses três componentes. É crucial aplicar os estímulos corretos e observar a melhor resposta do paciente para cada item.
A GCS é fundamental para classificar o TCE em leve (13-15), moderado (9-12) ou grave (3-8). Essa classificação direciona o manejo inicial, a necessidade de exames de imagem, a indicação de intubação e o prognóstico do paciente.
No TCE grave (GCS ≤ 8), os passos iniciais incluem a proteção da via aérea com intubação orotraqueal, ventilação mecânica, manutenção da oxigenação e perfusão cerebral adequadas, e avaliação rápida para identificar e tratar lesões intracranianas, geralmente com tomografia de crânio.
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