Escala de Coma de Glasgow: Pontuação e Classificação do TCE

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 32 anos é vítima de agressão por uma arma de fogo em região parieto-occipital direita. Na admissão, apresenta abertura ocular ao estímulo doloroso, vocaliza palavras incompreensíveis e apresenta movimento de flexão dos membros ao estímulo doloroso. A pontuação na escala de Glasgow e a classificação do trauma craniano segundo a gravidade, respectivamente, são:

Alternativas

  1. A) EGG 6 pontos, TCE grave.
  2. B) EGG 7 pontos, TCE grave.
  3. C) EGG 8 pontos, TCE moderado.
  4. D) EGG 7 pontos, TCE moderado.
  5. E) EGG 8 pontos, TCE grave.

Pérola Clínica

GCS: E2 (dor) + V2 (sons incompreensíveis) + M3 (flexão anormal) = 7 → TCE grave.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é fundamental na avaliação inicial do trauma cranioencefálico (TCE). Um escore de 7 pontos, resultante de abertura ocular à dor (E2), vocalização de sons incompreensíveis (V2) e flexão anormal à dor (M3), classifica o TCE como grave, indicando a necessidade de manejo intensivo e investigação aprofundada.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta universalmente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente em casos de Trauma Cranioencefálico (TCE). Desenvolvida em 1974, ela padroniza a avaliação neurológica, permitindo uma comunicação clara entre profissionais de saúde e monitoramento da evolução do paciente. Sua aplicação correta é vital para a tomada de decisões clínicas. A GCS avalia a abertura ocular (E: 1-4), a melhor resposta verbal (V: 1-5) e a melhor resposta motora (M: 1-6). A soma desses pontos varia de 3 (coma profundo) a 15 (plenamente consciente). A classificação do TCE baseia-se nessa pontuação: TCE leve (GCS 13-15), TCE moderado (GCS 9-12) e TCE grave (GCS 3-8). Um GCS ≤ 8 é o ponto de corte para intubação orotraqueal e ventilação mecânica em muitos protocolos, devido ao risco de aspiração e comprometimento da via aérea. Para residentes, é crucial dominar a pontuação de cada item, especialmente as nuances da resposta verbal e motora, que frequentemente geram dúvidas. A interpretação correta da GCS não só classifica a gravidade do TCE, mas também orienta o manejo inicial, como a necessidade de neuroimagem, monitorização da pressão intracraniana e intervenções cirúrgicas. A reavaliação seriada da GCS é essencial para detectar deterioração neurológica e ajustar a conduta terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os três componentes avaliados na Escala de Coma de Glasgow?

A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes principais: abertura ocular (E), resposta verbal (V) e resposta motora (M). Cada componente recebe uma pontuação específica, e a soma total determina o nível de consciência do paciente.

Como é classificado o Trauma Cranioencefálico (TCE) com base na GCS?

O TCE é classificado em leve (GCS 13-15), moderado (GCS 9-12) e grave (GCS 3-8). Essa classificação é fundamental para guiar o manejo inicial, a necessidade de exames complementares e o prognóstico do paciente.

Qual a importância da avaliação da resposta motora na GCS para o prognóstico do TCE?

A resposta motora é considerada o componente mais importante da GCS para o prognóstico do TCE. Respostas como flexão anormal (decorticação) ou extensão (descerebração) indicam lesão cerebral mais grave e estão associadas a um pior prognóstico.

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