Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Um paciente de 23 anos de idade, sem antecedentes conhecidos, deu entrada no pronto-socorro com relato de rebaixamento do nível de consciência. Na admissão, encontrava-se estável hemodinamicamente e com glicemia capilar normal. Ao exame neurológico, apresentava pupilas isofotorreagentes, abertura ocular à pressão, resposta verbal confusa e resposta motora com flexão normal. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a pontuação do paciente na escala de coma de Glasgow.
GCS: Abertura ocular à pressão (O2) + Verbal confusa (V4) + Motora flexão normal (M4) = 10.
A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta padronizada para avaliar o nível de consciência, crucial em pacientes com rebaixamento. É composta por três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica que, somadas, fornecem o escore total.
A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta de avaliação neurológica amplamente utilizada para quantificar o nível de consciência de um paciente, especialmente em situações de trauma cranioencefálico ou outras causas de rebaixamento do sensório. Desenvolvida em 1974, sua simplicidade e reprodutibilidade a tornaram um padrão global, permitindo uma comunicação eficaz entre os profissionais de saúde sobre o estado neurológico do paciente. A GCS avalia três parâmetros principais: abertura ocular (E, de 1 a 4 pontos), melhor resposta verbal (V, de 1 a 5 pontos) e melhor resposta motora (M, de 1 a 6 pontos). A soma dessas pontuações resulta em um escore total que varia de 3 (coma profundo) a 15 (plena consciência). Cada componente possui critérios específicos para a atribuição da pontuação, sendo crucial a compreensão detalhada de cada um para uma avaliação precisa. Por exemplo, a resposta motora diferencia entre obediência a comandos, localização da dor, retirada à dor, flexão anormal (decorticação), extensão anormal (descerebração) e ausência de resposta. A interpretação da GCS é vital para a tomada de decisões clínicas, como a necessidade de intubação orotraqueal (geralmente indicada para GCS ≤ 8), a classificação da gravidade do trauma cranioencefálico (leve: 13-15; moderado: 9-12; grave: 3-8) e o monitoramento da evolução do paciente. É uma habilidade essencial para residentes e estudantes de medicina, pois uma avaliação precisa da GCS pode impactar diretamente o prognóstico e o manejo do paciente.
A GCS avalia a abertura ocular (E), a melhor resposta verbal (V) e a melhor resposta motora (M), com pontuações que variam de 1 a 4, 1 a 5 e 1 a 6, respectivamente.
A GCS é fundamental para classificar a gravidade do trauma cranioencefálico (leve, moderado, grave), monitorar a evolução neurológica do paciente e guiar decisões terapêuticas, como a necessidade de intubação.
A flexão normal (retirada) é uma resposta de afastamento do estímulo doloroso, enquanto a flexão anormal (postura de decorticação) é uma resposta estereotipada de flexão dos membros superiores e extensão dos inferiores, indicando lesão cerebral mais grave.
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