Escala de Coma de Glasgow: Pontuação e Avaliação Rápida

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de 33 anos, sexo masculino, sofreu queda da motocicleta em baixa velocidade durante uma noite chuvosa. Ao chegar ao pronto atendimento trazido pelo SAMU, apresentava abertura ocular ao estímulo verbal, PA 115 x 96 mmHg, FC 96 bpm, FR 16 mpm. Fornecia resposta verbal confusa, mas conseguia localizar a dor. Qual é a pontuação desse paciente na Escala de Coma de Glasgow (ECG)?

Alternativas

  1. A) 15.
  2. B) 12.
  3. C) 11.
  4. D) 10.
  5. E) 03.

Pérola Clínica

ECG: Ocular (verbal 3), Verbal (confusa 4), Motora (localiza dor 5) → 3+4+5 = 12.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow avalia a consciência do paciente em três domínios: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Cada domínio tem uma pontuação específica, e a soma total indica o nível de consciência, sendo crucial para o manejo inicial e prognóstico de pacientes com trauma cranioencefálico.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente aqueles com traumatismo cranioencefálico (TCE) ou outras lesões cerebrais agudas. Desenvolvida em 1974, ela fornece uma avaliação objetiva e reprodutível, essencial para o monitoramento da evolução neurológica e para a tomada de decisões clínicas. A ECG é composta por três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação máxima e mínima. A pontuação total da ECG varia de 3 (coma mais profundo) a 15 (consciência plena). A avaliação de cada componente deve ser feita de forma sistemática: a abertura ocular pode ser espontânea, ao comando verbal, à dor ou ausente. A resposta verbal pode ser orientada, confusa, palavras inapropriadas, sons incompreensíveis ou ausente. A resposta motora é a mais complexa, variando de obediência a comandos, localização da dor, retirada à dor, flexão anormal (decorticação), extensão anormal (descerebração) ou ausente. A importância da ECG reside na sua capacidade de estratificar a gravidade do TCE (leve, moderado, grave), guiar a necessidade de exames de imagem (como a tomografia de crânio), indicar a necessidade de intubação orotraqueal (geralmente para ECG ≤ 8) e auxiliar no prognóstico. É uma ferramenta fundamental para residentes e profissionais de emergência, permitindo uma comunicação eficaz sobre o estado neurológico do paciente e a padronização da conduta.

Perguntas Frequentes

Quais são os três componentes avaliados na Escala de Coma de Glasgow?

A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes principais: abertura ocular (O), resposta verbal (V) e resposta motora (M). Cada componente recebe uma pontuação específica, e a soma total reflete o nível de consciência do paciente.

Como a pontuação da ECG se relaciona com a gravidade do traumatismo cranioencefálico (TCE)?

A pontuação da ECG é crucial para classificar a gravidade do TCE: TCE leve (13-15 pontos), TCE moderado (9-12 pontos) e TCE grave (3-8 pontos). Essa classificação orienta a conduta inicial e o prognóstico do paciente.

Qual a diferença entre 'localiza a dor' e 'retirada à dor' na avaliação motora da ECG?

Na avaliação motora, 'localiza a dor' (5 pontos) significa que o paciente move a mão ou o membro para tentar remover o estímulo doloroso. Já 'retirada à dor' (4 pontos) é uma flexão inespecífica do membro em resposta ao estímulo doloroso, sem um movimento direcionado para localizá-lo.

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