Escala de Coma de Glasgow: Pontuação em Trauma Craniano

HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 30 anos, vítima de acidente automobilístico, encontra-se internada em um serviço médico. Suas pupilas reagem lentamente e seus olhos se abrem ao estímulo doloroso. Ela não obedece aos comandos, mas geme periodicamente. Seu braço direito está deformado e não responde a estímulo; no entanto, sua mão esquerda se estende em direção ao estímulo doloroso. Sua pontuação na Escala de Coma de Glasgow é:

Alternativas

  1. A) AO:1; MRV:1; MRM:1.
  2. B) AO:2; MRV:1; MRM:1.
  3. C) AO:2; MRV:2; MRM:3.
  4. D) AO:2; MRV:2; MRM:5.

Pérola Clínica

Glasgow: AO (doloroso) = 2; RV (gemidos) = 2; RM (localiza dor) = 5.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia a resposta neurológica em três componentes: abertura ocular (AO), resposta verbal (RV) e resposta motora (RM). É crucial interpretar corretamente cada resposta ao estímulo (verbal, doloroso) para atribuir a pontuação adequada, especialmente em pacientes com trauma, onde a avaliação rápida e precisa é vital para o manejo.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente em situações de trauma cranioencefálico (TCE). Desenvolvida em 1974, ela fornece uma avaliação objetiva e reprodutível, auxiliando na classificação da gravidade do TCE e na tomada de decisões clínicas. A importância clínica da ECG reside em sua capacidade de prever o prognóstico e guiar o manejo inicial, sendo um componente essencial na avaliação primária de pacientes traumatizados. A ECG avalia três componentes: abertura ocular (AO), resposta verbal (RV) e resposta motora (RM), cada um com uma pontuação específica. A fisiopatologia subjacente a uma pontuação baixa na ECG geralmente envolve disfunção cerebral difusa ou focal, resultante de lesões primárias ou secundárias ao trauma. O diagnóstico da gravidade do TCE é feito pela soma dos pontos, sendo 13-15 leve, 9-12 moderado e 3-8 grave. A suspeita de alteração neurológica exige uma avaliação rápida e sistemática da ECG. No caso apresentado, a paciente abre os olhos ao estímulo doloroso (AO=2), geme periodicamente (RV=2) e, apesar de não obedecer a comandos e ter um braço deformado, sua mão esquerda se estende em direção ao estímulo doloroso, o que indica localização da dor (RM=5). Portanto, a pontuação total é 2+2+5 = 9. O tratamento e o prognóstico são diretamente influenciados pela pontuação da ECG, sendo que escores mais baixos indicam maior gravidade e necessidade de intervenções mais agressivas. Pontos de atenção incluem a reavaliação contínua da ECG e a consideração de fatores que podem influenciar a pontuação, como sedação ou lesões faciais.

Perguntas Frequentes

Como pontuar a abertura ocular na Escala de Coma de Glasgow (ECG)?

A abertura ocular é pontuada de 1 a 4: 4 para espontânea, 3 para resposta à voz, 2 para resposta à dor e 1 para nenhuma resposta. No caso da paciente, 'olhos se abrem ao estímulo doloroso' = 2.

Qual a pontuação para a resposta verbal de 'gemidos' na ECG?

A resposta verbal é pontuada de 1 a 5: 5 para orientada, 4 para confusa, 3 para palavras inapropriadas, 2 para sons incompreensíveis (gemidos) e 1 para nenhuma resposta. Portanto, 'geme periodicamente' = 2.

Como diferenciar a resposta motora de localização da dor na ECG?

A resposta motora é pontuada de 1 a 6. 'Mão esquerda se estende em direção ao estímulo doloroso' indica que a paciente localiza o estímulo doloroso, mesmo que não obedeça a comandos. Isso pontua 5. Obedecer a comandos pontua 6.

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