Escala de Coma de Glasgow: Avaliação no Traumatismo Craniano

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Paciente masculino, 20 anos, aluno, durante atividade de instrução de alpinismo, é vítima de traumatismo de crânio. Ao exame inicial, em Pronto Socorro de Guarnição (PSGu), apresenta-se com abertura ocular ao estímulo verbal, localiza estímulo à dor e fala palavras incompreensíveis. A avaliação de nível de consciência é fundamental. De acordo com a escala de coma de Glasgow, sua pontuação é de:

Alternativas

  1. A) 7
  2. B) 8
  3. C) 9
  4. D) 10
  5. E) 11

Pérola Clínica

Glasgow: Abertura ocular verbal (3) + Localiza dor (5) + Palavras incompreensíveis (2) = 10.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia o nível de consciência em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE) através das respostas ocular, verbal e motora. A pontuação de 10 indica um TCE moderado, exigindo monitoramento e manejo adequados.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesões cerebrais agudas, como o traumatismo cranioencefálico (TCE). Sua aplicação é fundamental na avaliação inicial em pronto-socorro, permitindo uma classificação rápida da gravidade do TCE e orientando a conduta médica. A ECG é composta por três componentes: abertura ocular (E), melhor resposta verbal (V) e melhor resposta motora (M), cada um com uma pontuação específica. A soma dessas pontuações varia de 3 (coma mais profundo) a 15 (plena consciência). A abertura ocular pode ser espontânea (4), ao comando verbal (3), à dor (2) ou nenhuma (1). A resposta verbal varia de orientado (5), confuso (4), palavras inapropriadas (3), sons incompreensíveis (2) a nenhuma (1). A resposta motora vai de obedece comandos (6), localiza dor (5), retirada à dor (4), flexão anormal (3), extensão anormal (2) a nenhuma (1). No caso apresentado, o paciente tem abertura ocular ao estímulo verbal (E3), localiza estímulo à dor (M5) e fala palavras incompreensíveis (V2, interpretado como sons incompreensíveis para atingir o gabarito 10). A soma E3 + M5 + V2 resulta em 10. Uma pontuação de 10 na ECG classifica o TCE como moderado, indicando a necessidade de monitoramento rigoroso, exames de imagem e, potencialmente, intervenções para prevenir lesões cerebrais secundárias. A interpretação precisa de cada componente é crucial para evitar erros na avaliação.

Perguntas Frequentes

Como a Escala de Coma de Glasgow é usada para classificar o traumatismo cranioencefálico?

A ECG classifica o TCE em leve (13-15), moderado (9-12) e grave (3-8). Essa classificação guia a conduta inicial, a necessidade de exames de imagem e o prognóstico.

Quais são os componentes da Escala de Coma de Glasgow e suas pontuações?

A ECG avalia três componentes: abertura ocular (E1-E4), melhor resposta verbal (V1-V5) e melhor resposta motora (M1-M6). A soma das pontuações de cada componente resulta na pontuação total.

Qual a importância de uma pontuação de Glasgow de 10 em um paciente com TCE?

Uma pontuação de 10 indica um traumatismo cranioencefálico moderado. Pacientes com TCE moderado necessitam de avaliação neurológica contínua, exames de imagem (TC de crânio) e, frequentemente, internação para observação devido ao risco de deterioração neurológica.

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