PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Jacira, 50 anos, é levada ao PA da Zona Oeste com queixas de cefaleia de forte intensidade há uma semana e crises tônicas clônicas generalizadas no dia de hoje. Depois disso, ficou sonolenta e teve febre com calafrios. No exame, apresentava abertura ocular espontânea, estava desorientada falando palavras isoladas ininteligíveis e flexão do membro superior ao nível do cotovelo, padrão predominante anormal. Esta é a primeira vez que ela tem este quadro. Na escala de Glasgow atualizada seu escore é:
Glasgow (atualizada): Ocular (4) + Verbal (3) + Motora (3) = 10.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada para avaliar o nível de consciência. A versão atualizada inclui a avaliação da reatividade pupilar, mas para a pontuação básica, os critérios de abertura ocular, resposta verbal e resposta motora são essenciais.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral aguda, como trauma cranioencefálico, acidente vascular cerebral ou infecções do sistema nervoso central. Ela é composta por três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica, que somadas, resultam em um escore total que varia de 3 (coma profundo) a 15 (consciência plena). A versão atualizada da ECG, embora mantenha os mesmos critérios de pontuação para os três componentes principais, adiciona a avaliação da reatividade pupilar para refinar o prognóstico, especialmente em casos de trauma. É fundamental que os profissionais de saúde dominem a aplicação correta da escala, diferenciando as respostas para cada estímulo, como a flexão normal (retirada) da flexão anormal (decorticação), que indicam diferentes níveis de disfunção cerebral. A ECG não apenas auxilia no diagnóstico e na avaliação da gravidade inicial, mas também é uma ferramenta essencial para o monitoramento da evolução neurológica do paciente ao longo do tempo. Mudanças no escore de Glasgow podem indicar melhora ou piora do quadro, orientando a necessidade de intervenções urgentes. Seu uso consistente melhora a comunicação entre as equipes e a qualidade do cuidado ao paciente crítico.
A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes principais: abertura ocular (E), resposta verbal (V) e resposta motora (M), com pontuações que variam de 1 a 4 para ocular, 1 a 5 para verbal e 1 a 6 para motora.
A flexão normal (retirada) é uma resposta de afastamento do estímulo doloroso, pontuando 4. A flexão anormal (postura de decorticação) é uma resposta estereotipada de flexão dos membros superiores e extensão dos inferiores, pontuando 3, indicando lesão cerebral mais grave.
A ECG é crucial para avaliar e monitorar o nível de consciência de pacientes com lesões cerebrais agudas, como trauma cranioencefálico, AVC ou meningoencefalites. Ela auxilia na tomada de decisões clínicas, prognóstico e comunicação entre equipes médicas.
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