UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Trabalhador da construção civil sem capacete sofreu queda do telhado de uma casa de cerca de 4 metros de altura, socorrido pelo Samu que transportou o paciente com colar cervical, imobilizado em prancha longa, com máscara facial com oxigênio 12 litros/min. Na emergência estava com pupilas isocóricas, fotorreagentes, apresentava abertura ocular somente ao estímulo doloroso. Quando perguntado, falava palavras inapropriadas e quando estimulado localizava a dor. O glasgow deste paciente é
Glasgow: Abertura ocular à dor (2) + Palavras inapropriadas (3) + Localiza a dor (5) = 10.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia a consciência em três componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Cada componente tem uma pontuação específica, e a soma delas fornece o escore total, que é crucial para classificar a gravidade do TCE e guiar a conduta.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente em casos de trauma cranioencefálico (TCE). Ela avalia três aspectos principais: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, atribuindo uma pontuação a cada um. A soma dessas pontuações resulta em um escore total que varia de 3 (coma profundo) a 15 (consciência plena). No caso apresentado, a abertura ocular ao estímulo doloroso pontua 2. A fala de palavras inapropriadas pontua 3. A capacidade de localizar a dor pontua 5. Portanto, o escore total é 2 + 3 + 5 = 10. Este escore classifica o TCE como moderado (9-12), indicando a necessidade de monitorização rigorosa e investigação adicional. A correta aplicação da ECG é crucial para a triagem inicial, a classificação da gravidade do TCE e o monitoramento da evolução neurológica. Alterações no escore podem indicar piora ou melhora do quadro, orientando intervenções como intubação orotraqueal, neuroimagem e manejo da pressão intracraniana. É importante diferenciar cuidadosamente as respostas motoras, como 'retirada à dor' (flexão normal) de 'localiza a dor' (movimento proposital para remover o estímulo).
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é calculada somando-se as pontuações de três componentes: abertura ocular (1-4), resposta verbal (1-5) e resposta motora (1-6). A pontuação mínima é 3 e a máxima é 15.
Os níveis de resposta motora são: 6-Obedece a comandos, 5-Localiza a dor, 4-Retirada à dor (flexão normal), 3-Flexão anormal (decorticação), 2-Extensão anormal (descerebração), 1-Nenhuma resposta.
A ECG é fundamental para avaliar a gravidade do trauma cranioencefálico (TCE), classificar o TCE em leve (13-15), moderado (9-12) ou grave (3-8), e monitorar a evolução neurológica do paciente, guiando decisões terapêuticas.
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