UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2019
Paciente avaliado na emergência, encontrava-se comatoso. Ao exame clínico apresentava abertura ocular somente aos estímulos dolorosos, flexão anormal dos membros inferiores, respondia às solicitações verbais apenas com palavras desconexas e reatividade pupilar igual a 1. Considerando a Escala de coma de Glasgow atualizada, este paciente seria avaliado com índice: (TCE).
ECG: Ocular (à dor=2), Verbal (desconexa=2), Motora (flexão anormal=3) → Glasgow total = 2+2+3 = 7.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Para este paciente: Abertura ocular à dor = 2; Palavras desconexas = 2; Flexão anormal = 3. O score total é 2+2+3 = 7. A reatividade pupilar é um modificador prognóstico, não parte do score base.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente aqueles com traumatismo cranioencefálico (TCE). Ela avalia três componentes principais: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, atribuindo uma pontuação para cada um, que somadas resultam em um score total que varia de 3 a 15. A pontuação da ECG permite classificar o TCE em leve (13-15), moderado (9-12) e grave (3-8), orientando a conduta e o prognóstico. A avaliação da reatividade pupilar, embora não faça parte da soma do score de Glasgow original, é um dado crucial e foi incorporada na versão atualizada (GCS-P) como um modificador prognóstico, subtraindo pontos do score total. É essencial que residentes e profissionais de saúde dominem a aplicação correta da ECG, pois a avaliação precisa e seriada é fundamental para identificar deterioração neurológica precoce e guiar intervenções. A interpretação conjunta do score de Glasgow e da reatividade pupilar oferece uma visão mais completa do estado neurológico do paciente.
A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes: abertura ocular (pontuação de 1 a 4), resposta verbal (pontuação de 1 a 5) e resposta motora (pontuação de 1 a 6).
A reatividade pupilar é avaliada separadamente e, na Escala de Coma de Glasgow com Pupilas (GCS-P), subtrai-se 1 ponto se uma pupila não for reativa à luz e 2 pontos se ambas as pupilas não forem reativas, fornecendo um indicador prognóstico adicional.
A GCS é fundamental para classificar a gravidade do TCE (leve, moderado, grave), monitorar a evolução neurológica do paciente e auxiliar na tomada de decisões clínicas e prognósticas, sendo um indicador de lesão cerebral.
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