Escala de Coma de Glasgow: Avaliação Neurológica no Trauma

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 34 anos, vítima de acidente automobilístico, é internado no serviço de emergência. Ele está inconsciente, apresenta fluido sanguinolento não coagulado no canal auditivo direito. Apresenta retração e movimentos inespecíficos aos estímulos dolorosos. Está com os olhos fechados, abrindo-os em resposta à dor, e produz sons ininteligíveis. As pupilas estão isocóricas e fotorreagentes. Sua pontuação na escala de coma de Glasgow é:

Alternativas

  1. A) 6
  2. B) 7
  3. C) 9
  4. D) 8

Pérola Clínica

ECG = Ocular (1-4) + Verbal (1-5) + Motora (1-6). TCE grave < 8.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow é uma ferramenta padronizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, sendo crucial para classificar a gravidade do TCE e guiar a conduta inicial.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada em serviços de emergência para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente no contexto de traumatismo cranioencefálico (TCE). Desenvolvida em 1974, ela fornece uma avaliação objetiva e reprodutível, auxiliando na classificação da gravidade do TCE e na tomada de decisões clínicas, como a necessidade de intubação orotraqueal e monitorização da pressão intracraniana. A ECG avalia três parâmetros principais: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Para a abertura ocular, a pontuação varia de 1 (nenhuma) a 4 (espontânea). Na resposta verbal, a pontuação vai de 1 (nenhuma) a 5 (orientado). Para a resposta motora, a pontuação varia de 1 (nenhuma) a 6 (obedece a comandos). A soma dessas pontuações resulta na pontuação total da ECG, que pode variar de 3 (coma profundo) a 15 (plenamente consciente). Uma pontuação igual ou inferior a 8 é classicamente associada a TCE grave e é um forte indicativo de necessidade de proteção de via aérea. A correta aplicação da ECG é crucial para o manejo inicial do paciente traumatizado. Embora seja uma ferramenta valiosa, é importante reconhecer suas limitações, como a impossibilidade de avaliar o componente verbal em pacientes intubados ou a influência de sedação e outras condições. Nesses casos, a avaliação deve ser adaptada e complementada por outros exames neurológicos. A fluidez na aplicação e interpretação da ECG é uma habilidade essencial para qualquer profissional que atue em emergências.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da Escala de Coma de Glasgow?

A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes: abertura ocular (pontuação de 1 a 4), resposta verbal (pontuação de 1 a 5) e resposta motora (pontuação de 1 a 6). A soma dessas pontuações resulta na pontuação total.

Como interpretar a pontuação da ECG em um TCE?

Uma pontuação de 13 a 15 indica TCE leve, 9 a 12 indica TCE moderado, e 3 a 8 indica TCE grave. Pacientes com ECG ≤ 8 geralmente necessitam de intubação orotraqueal para proteção de via aérea.

Quais são as limitações da Escala de Coma de Glasgow?

As limitações incluem a dificuldade de avaliação em pacientes intubados (componente verbal não avaliável), sedados, com lesões faciais ou oculares graves, ou sob efeito de álcool/drogas, o que pode levar a uma subestimação do nível de consciência.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo