HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2018
Paciente sexo masculino, 35 anos, vitima de queda de 3 metros de altura chega ao pronto-socorro trazido pelo resgate em prancha rígida e com colar cervical. Apresenta frequência cardíaca de 105 bpm, pressão arterial 90x70 mmHg, frequência respiratória 22 irpm, saturando 96%, Balbucia palavras inapropriadas, abre os olhos somente ao chamado e retira a mão do examinador quando realiza estímulo doloroso. O escore deste doente na Escala de Coma de Glasgow é de
Glasgow: Ocular (Chamado=3), Verbal (Inapropriadas=3), Motora (Localiza dor=5) → Total = 11.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta essencial para avaliar o nível de consciência em pacientes com trauma, especialmente cranioencefálico. A pontuação é baseada em três componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, e a interpretação correta de cada item é crucial para um manejo adequado.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente aqueles com trauma cranioencefálico (TCE). Desenvolvida em 1974, ela fornece uma avaliação objetiva e reprodutível, essencial para o monitoramento da evolução neurológica e para a tomada de decisões clínicas, como a necessidade de intubação orotraqueal em pacientes com TCE grave (ECG ≤ 8). A ECG é composta por três categorias: abertura ocular (pontuação de 1 a 4), resposta verbal (pontuação de 1 a 5) e resposta motora (pontuação de 1 a 6). A soma dessas pontuações resulta em um escore total que varia de 3 (coma profundo) a 15 (consciência plena). A interpretação precisa de cada item é fundamental; por exemplo, a distinção entre 'retira à dor' e 'localiza a dor' na resposta motora pode alterar significativamente a pontuação e, consequentemente, a classificação da gravidade do TCE. Para residentes, dominar a aplicação da ECG é uma habilidade prática indispensável no pronto-socorro. Além de ser um indicador prognóstico importante, a ECG orienta a avaliação primária e secundária do paciente traumatizado, auxiliando na identificação de deterioração neurológica e na implementação de medidas terapêuticas urgentes para minimizar danos cerebrais secundários.
A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes principais: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Cada componente recebe uma pontuação, e a soma total indica o nível de consciência do paciente.
A pontuação da ECG é crucial para classificar a gravidade do trauma cranioencefálico (TCE) e guiar a conduta. Uma pontuação baixa (TCE grave, <8) indica necessidade de intubação e suporte avançado de vida, enquanto pontuações mais altas sugerem TCE leve ou moderado.
'Retira à dor' (pontuação 4) é uma resposta de flexão ou retirada inespecífica do membro ao estímulo doloroso. 'Localiza a dor' (pontuação 5) é um movimento mais proposital, onde o paciente tenta remover ou afastar o estímulo doloroso com a mão.
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