Escala de Coma de Glasgow: Avaliação Neurológica no TCE

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente feminina, 78 anos, deu entrada no Pronto Socorro trazida por familiares que relataram trauma crânio encefálico após a mesma escorregar e cair no jardim de sua casa. Na admissão, a paciente apresenta-se sonolenta, com abertura ocular aos chamados verbais, fala um pouco confusa e obedecendo a comandos motores. No exame físico apresenta reatividade pupilar normal bilateral. Segundo a Escala de Coma de Glasgow a paciente pode ser classificada como:

Alternativas

  1. A) Glasgow 14
  2. B) Glasgow 12
  3. C) Glasgow 15
  4. D) Glasgow 13

Pérola Clínica

ECG: Abertura ocular ao chamado (3), fala confusa (4), obedece comandos (6) → Glasgow 13.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow avalia três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Para a paciente descrita, a pontuação é: Abertura Ocular (aos chamados verbais) = 3; Resposta Verbal (confusa) = 4; Resposta Motora (obedece a comandos) = 6. Total = 3 + 4 + 6 = 13.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente aqueles com trauma crânio encefálico (TCE) ou outras lesões cerebrais agudas. Ela fornece uma medida objetiva e reprodutível do estado neurológico, auxiliando na classificação da gravidade do TCE e no monitoramento da evolução clínica. A ECG avalia três parâmetros: abertura ocular (pontuação de 1 a 4), resposta verbal (pontuação de 1 a 5) e resposta motora (pontuação de 1 a 6). A soma dessas pontuações resulta em um escore total que varia de 3 (coma profundo) a 15 (consciência plena). A interpretação correta de cada componente é crucial para uma avaliação precisa. Por exemplo, 'abertura ocular aos chamados verbais' pontua 3, 'fala um pouco confusa' pontua 4, e 'obedecendo a comandos motores' pontua 6. Para residentes, dominar a aplicação da ECG é essencial para a prática clínica, pois permite uma comunicação clara sobre o estado neurológico do paciente, orienta a conduta inicial e a necessidade de intervenções, como neuroimagem ou intubação, e é um indicador prognóstico importante. A reavaliação seriada da ECG é vital para detectar deterioração neurológica precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os três componentes avaliados pela Escala de Coma de Glasgow?

A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes principais: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica que reflete o nível de consciência do paciente.

Como pontuar a abertura ocular na Escala de Coma de Glasgow?

A abertura ocular é pontuada de 1 a 4: 4 para espontânea, 3 para ao chamado verbal, 2 para à dor e 1 para nenhuma.

Qual a importância da Escala de Coma de Glasgow no trauma crânio encefálico?

A ECG é fundamental para classificar a gravidade do TCE (leve, moderado, grave), monitorar a evolução neurológica do paciente, guiar decisões terapêuticas e prognosticar o desfecho, sendo uma ferramenta universalmente utilizada.

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