UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Um paciente vítima de atropelamento por carro é levado ao centro de trauma e durante o exame apresenta: abertura ocular apenas em resposta à dor; respostas verbais inadequadas ao que lhe é perguntado e, por fim, resposta motora localizando o estímulo álgico. A pontuação obtida, usando-se a escala de Glasgow, foi:
Glasgow: Ocular (dor=2) + Verbal (inapropriada=3) + Motora (localiza=5) = 10.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada para avaliar o nível de consciência. A pontuação é a soma de três componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. É fundamental para classificar a gravidade do TCE e guiar condutas.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta universalmente aceita para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente no Trauma Cranioencefálico (TCE). Sua aplicação padronizada permite uma comunicação clara entre profissionais de saúde e monitoramento da evolução neurológica. A ECG é composta por três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica. A soma desses pontos resulta em um escore total que varia de 3 (coma profundo) a 15 (consciência plena). Abertura ocular à dor vale 2 pontos, respostas verbais inadequadas valem 3 pontos, e resposta motora localizando o estímulo álgico vale 5 pontos. A pontuação obtida na ECG é fundamental para classificar a gravidade do TCE (leve: 13-15, moderado: 9-12, grave: 3-8) e orientar condutas, como a necessidade de intubação orotraqueal em pacientes com Glasgow ≤ 8 para proteção de via aérea. O monitoramento seriado da ECG é essencial para detectar deterioração neurológica e intervir precocemente.
A abertura ocular é pontuada de 1 a 4: 4 para espontânea, 3 para comando verbal, 2 para estímulo doloroso e 1 para ausente.
A resposta motora é pontuada de 1 a 6: 6 para obedece comandos, 5 para localiza a dor, 4 para retirada à dor, 3 para flexão anormal (decorticação), 2 para extensão anormal (descerebração) e 1 para ausente.
A ECG é crucial para classificar a gravidade do Trauma Cranioencefálico (TCE) em leve, moderado ou grave, e para guiar decisões clínicas como a necessidade de intubação orotraqueal ou exames de imagem.
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