Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
Uma mulher de 39 anos chega à enfermaria após um acidente de moto. Ela está inconsciente com pontuação 6 na Escala de Coma de Glasgow (ECG) (foto demonstrada). Suas vias aéreas estão pérvias, sem obstruções ou corpos estranhos. Há forte suspeita de fratura nasal e trauma raquimedular alto. Está estável hemodinamicamente.Qual deverá ser a conduta imediata da equipe de plantonistas para com essa paciente?
ECG < 8 + suspeita TRM → IOT com restrição cervical para proteção de via aérea e coluna.
Em pacientes com trauma e Escala de Coma de Glasgow (ECG) ≤ 8, a intubação orotraqueal é mandatória para proteção de vias aéreas. A suspeita de trauma raquimedular (TRM) alto exige a manutenção da restrição dos movimentos da coluna cervical durante todo o procedimento para evitar lesões secundárias.
O manejo inicial do paciente traumatizado segue a abordagem do ABCDE, onde 'A' (Airway) e 'B' (Breathing) são prioridades absolutas. Em pacientes com trauma cranioencefálico grave, indicado por uma Escala de Coma de Glasgow (ECG) de 8 ou menos, a capacidade de proteger as vias aéreas está comprometida. Nesses casos, a intubação orotraqueal é uma medida salvadora, prevenindo a aspiração e garantindo a oxigenação e ventilação adequadas, essenciais para a perfusão cerebral. A presença de suspeita de trauma raquimedular (TRM) alto, comum em acidentes de moto, adiciona uma camada de complexidade ao manejo das vias aéreas. É imperativo que, durante a intubação, a coluna cervical seja mantida em posição neutra e imobilizada, utilizando técnicas como a estabilização manual em linha (MILS) para evitar movimentos que possam exacerbar uma lesão medular. A falha em proteger a coluna cervical pode resultar em danos neurológicos irreversíveis. Embora outras condutas como o e-FAST sejam importantes na avaliação secundária do trauma, a estabilização das vias aéreas e a proteção da coluna cervical são as ações imediatas e cruciais para a sobrevida e o prognóstico neurológico do paciente. A equipe de emergência deve estar treinada para realizar a intubação de forma rápida e segura, priorizando a vida e a integridade neurológica do paciente.
Um paciente com Escala de Coma de Glasgow (ECG) igual ou inferior a 8 é considerado incapaz de proteger suas próprias vias aéreas, apresentando alto risco de aspiração e obstrução. A intubação orotraqueal garante a permeabilidade das vias aéreas, ventilação adequada e proteção pulmonar, sendo uma prioridade no manejo do trauma grave.
A suspeita de trauma raquimedular (TRM) alto exige a manutenção rigorosa da restrição dos movimentos da coluna cervical durante todo o processo de intubação. Técnicas como a intubação em sequência rápida com estabilização manual em linha (manual in-line stabilization - MILS) são empregadas para minimizar qualquer movimento que possa agravar uma lesão medular existente.
Os principais riscos de não intubar um paciente com ECG baixo incluem obstrução das vias aéreas pela língua ou secreções, aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões (levando a pneumonia aspirativa), hipoventilação e hipóxia cerebral. Todas essas complicações podem piorar o prognóstico do paciente traumatizado.
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