SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
Os pacientes que apresentam situações de emergências clínicas ou cirúrgicas, como trauma, choque, queimaduras graves, parada cardiorrespiratória ou coma, necessitam de atendimento rápido e eficaz para que sua vida seja preservada. A respeito desse assunto, julgue o item que se segue. Os pacientes inconscientes que têm uma escala de coma de Glasgow menor que 8 apresentam risco de obstrução das vias aéreas.
Glasgow < 8 → Indicação formal de via aérea definitiva (intubação orotraqueal).
Pacientes com rebaixamento do nível de consciência (GCS < 8) perdem reflexos protetores, elevando drasticamente o risco de aspiração e obstrução mecânica.
O manejo da via aérea é a prioridade 'A' no atendimento sistemático ao paciente crítico e traumatizado. A incapacidade de manter a patência da via aérea ou de proteger os pulmões contra a aspiração de conteúdo gástrico, sangue ou secreções é uma das principais causas de morte evitável na emergência. A Escala de Coma de Glasgow serve como uma ferramenta objetiva para triagem. Um escore < 8 define o coma e sinaliza que o paciente não consegue mais manter o tônus da musculatura da orofaringe. A decisão de estabelecer uma via aérea definitiva (geralmente intubação orotraqueal com proteção da coluna cervical no trauma) deve ser precoce para evitar a hipóxia secundária, que agrava lesões cerebrais pré-existentes.
Pacientes com pontuação inferior a 8 na Escala de Coma de Glasgow são considerados em estado de coma profundo. Nessa condição, há uma perda significativa dos reflexos protetores das vias aéreas, como o reflexo de tosse e deglutição. Além disso, a queda da base da língua pode causar obstrução mecânica. A intubação orotraqueal é necessária para garantir a patência da via aérea, permitir ventilação adequada e prevenir a pneumonia por aspiração.
A Escala de Coma de Glasgow (atualizada para GCS-P em alguns protocolos) avalia três parâmetros principais: Abertura Ocular (1 a 4 pontos), Resposta Verbal (1 a 5 pontos) e Resposta Motora (1 a 6 pontos). A pontuação total varia de 3 a 15. No contexto do trauma, a reatividade pupilar também é avaliada para subtrair pontos (GCS-P), fornecendo um prognóstico neurológico mais preciso.
Embora seja uma regra clássica do ATLS, o médico deve avaliar o contexto clínico. Causas rapidamente reversíveis de rebaixamento de consciência, como hipoglicemia severa ou intoxicação por opioides (que responde à naloxona), podem não exigir intubação imediata se o paciente recuperar o nível de consciência rapidamente após o tratamento específico. No entanto, no trauma, a conduta padrão permanece a proteção da via aérea.
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