UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
Paciente vítima de acidente com TCE (trauma crânio-encefálico), apresenta abertura ocular ao estímulo doloroso, flexão hipertônica à dor e resposta verbal com sons incompreensíveis. Marque a alternativa CORRETA, segundo a classificação de Glasgow:
Glasgow: Ocular (dor=2), Verbal (sons incompreensíveis=2), Motora (flexão anormal=3) → TCE 7.
A Escala de Coma de Glasgow é crucial para avaliar o nível de consciência em pacientes com TCE. A pontuação é a soma dos melhores resultados em abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, indicando a gravidade do trauma e auxiliando na tomada de decisões clínicas.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente aqueles com Trauma Crânio-Encefálico (TCE). Sua aplicação sistemática permite uma comunicação clara entre os profissionais de saúde e a monitorização da evolução neurológica. A ECG é composta por três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica, sendo a soma total o escore final. A versão mais recente inclui a avaliação da reatividade pupilar para maior acurácia prognóstica. Para o diagnóstico e manejo do TCE, a ECG é um pilar. Um escore de 13-15 indica TCE leve, 9-12 TCE moderado e 3-8 TCE grave. A identificação correta de cada resposta (como a flexão hipertônica à dor, que é um sinal de decorticação) é crucial para uma pontuação precisa. A avaliação seriada da ECG é essencial para detectar deterioração neurológica precoce, permitindo intervenções rápidas e potencialmente salvadoras. No tratamento, a pontuação de Glasgow guia decisões como a necessidade de intubação e ventilação mecânica (geralmente indicada para ECG ≤ 8), monitorização da pressão intracraniana e indicação de neurocirurgia. Compreender a ECG é mandatório para residentes e estudantes, pois impacta diretamente o prognóstico e a qualidade do cuidado ao paciente traumatizado.
A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes principais: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Cada componente possui uma pontuação específica que, somada, determina o escore total do paciente.
A flexão hipertônica à dor, também conhecida como postura de decorticação, é pontuada como 3 na categoria de resposta motora da Escala de Coma de Glasgow. Ela indica uma lesão cerebral significativa acima do tronco encefálico.
A pontuação de Glasgow é fundamental para classificar a gravidade do TCE (leve, moderado, grave), guiar a conduta inicial, indicar a necessidade de intubação orotraqueal e monitorar a evolução neurológica do paciente ao longo do tempo.
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