Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
Paciente internado na Unidade de Emergência de um hospital com traumatismo cranioencefálico (TCE). Na escala de coma de Glasgow ele apresenta as seguintes características: abertura ocular a dor, resposta verbal com palavras inapropriadas e resposta motora com localização da dor. Com base nesses dados é correto afirmar que os valores de escore atribuídos na escala correspondem respectivamente a:
Glasgow: Abertura ocular à dor = 2; Palavras inapropriadas = 3; Localiza dor = 5.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é crucial na avaliação inicial e monitoramento de pacientes com TCE. Cada componente (ocular, verbal, motora) tem pontuações específicas que indicam o nível de consciência e a gravidade da lesão, sendo fundamental para a tomada de decisão clínica.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral aguda, como o Traumatismo Cranioencefálico (TCE). Desenvolvida em 1974, sua simplicidade e reprodutibilidade a tornaram indispensável em unidades de emergência e terapia intensiva em todo o mundo. A correta aplicação e interpretação da ECG são cruciais para a classificação da gravidade do TCE, que pode ser leve (13-15), moderado (9-12) ou grave (3-8), orientando decisões terapêuticas e prognósticas. A ECG avalia a melhor resposta do paciente em três domínios: abertura ocular (1-4 pontos), resposta verbal (1-5 pontos) e resposta motora (1-6 pontos). A soma dessas pontuações resulta em um escore total que varia de 3 a 15. É importante que o examinador seja sistemático e utilize estímulos padronizados, como a dor, para obter as respostas mais fidedignas. A avaliação seriada da ECG permite identificar rapidamente deteriorações neurológicas, que podem indicar a necessidade de intervenções urgentes, como intubação orotraqueal ou neurocirurgia. Para residentes e estudantes, dominar a ECG é essencial não apenas para provas, mas para a prática clínica diária. A compreensão de cada item e suas respectivas pontuações evita erros comuns que podem levar a condutas inadequadas. Além disso, a ECG é frequentemente utilizada em conjunto com outros parâmetros clínicos e exames de imagem para uma avaliação completa do paciente com TCE, garantindo um manejo otimizado e melhorando os desfechos.
A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes principais: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Cada um desses componentes possui uma pontuação específica que reflete o nível de consciência do paciente.
A ECG é fundamental para classificar a gravidade do TCE (leve, moderado, grave), guiar a conduta inicial, monitorar a evolução neurológica do paciente e prever o prognóstico. Mudanças na pontuação podem indicar piora ou melhora do quadro.
Na 'localização da dor' (5 pontos), o paciente move a mão acima do nível da clavícula para tentar remover o estímulo doloroso. Já na 'retirada à dor' (4 pontos), o paciente flexiona o membro em resposta à dor, mas sem cruzar a linha da clavícula, ou seja, não localiza o estímulo.
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