SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Paciente de 19 anos, vítima de acidente moto-carro em via pública. Ao ser realizado o atendimento primário, o paciente tem abertura ocular ao chamado, resposta verbal desorientada, localiza o membro à realização de pressão. Apenas a pupila esquerda reage ao estímulo de luz. De acordo com a escala de coma de Glasgow com resposta pupilar (ECG-P), a pontuação desse paciente é de
ECG-P = GCS - (número de pupilas não reativas).
A Escala de Coma de Glasgow com Resposta Pupilar (ECG-P) é crucial na avaliação inicial do trauma cranioencefálico, fornecendo uma pontuação mais acurada do prognóstico neurológico ao incorporar a reatividade pupilar, um indicador importante de disfunção do tronco cerebral.
A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta fundamental na avaliação inicial de pacientes com trauma cranioencefálico (TCE), fornecendo uma medida objetiva do nível de consciência. A sua versão modificada, a Escala de Coma de Glasgow com Resposta Pupilar (ECG-P), incorpora a avaliação da reatividade pupilar, um indicador crucial de disfunção do tronco cerebral e pressão intracraniana elevada. A pontuação da ECG-P é calculada subtraindo-se da GCS o número de pupilas não reativas (0, 1 ou 2). A importância da ECG-P reside em sua capacidade de refinar o prognóstico neurológico. Estudos demonstram que a ECG-P possui maior poder preditivo de mortalidade e desfechos desfavoráveis em pacientes com TCE do que a GCS isolada, especialmente em casos graves. Uma pontuação mais baixa na ECG-P indica maior gravidade e pior prognóstico, orientando decisões clínicas e terapêuticas, como a necessidade de neuroimagem urgente e intervenções para controle da pressão intracraniana. Para residentes, dominar o cálculo e a interpretação da ECG-P é essencial para a prática em emergência e terapia intensiva. A avaliação precisa da GCS e da reatividade pupilar permite uma estratificação de risco adequada, otimizando o manejo inicial do TCE e contribuindo para a redução da morbimortalidade. É crucial lembrar que a avaliação pupilar deve ser realizada cuidadosamente, observando o tamanho e a reação à luz de cada pupila.
A GCS avalia a abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Cada componente tem uma pontuação específica, que somadas, fornecem o escore total de 3 a 15.
A pontuação da ECG-P é obtida subtraindo-se da GCS o número de pupilas não reativas. Se nenhuma pupila reage, subtrai-se 2; se uma pupila não reage, subtrai-se 1; se ambas reagem, subtrai-se 0.
A ECG-P oferece uma avaliação mais precisa da gravidade do trauma cranioencefálico e tem maior valor preditivo de mortalidade e desfecho neurológico desfavorável do que a GCS isolada, especialmente em casos graves.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo