HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Paciente vítima de queda de nível no próprio domicílio vem aos seus cuidados com traumatismo crânio-encefálico com perda de consciência. Na admissão apresentava-se sonolento e confuso, reverberando, isocórico e sem déficit motor. Qual seria o escore deste paciente na escala de coma de Glasgow ?
TCE com sonolência e confusão: calcular GCS avaliando abertura ocular (voz), resposta verbal (confusa) e motora (obedece).
A Escala de Coma de Glasgow (GCS) avalia a gravidade do TCE. Para um paciente sonolento (olhos à voz = 3), confuso (resposta verbal confusa = 4) e sem déficit motor (obedece comandos = 6), o escore total é 13.
A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral aguda, como o Traumatismo Cranioencefálico (TCE). Ela é composta por três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica. A soma dessas pontuações resulta em um escore total que varia de 3 (coma profundo) a 15 (totalmente consciente). No caso apresentado, o paciente está "sonolento e confuso, reverberando, isocórico e sem déficit motor". Para a abertura ocular, "sonolento" sugere que os olhos abrem à voz (3 pontos). Para a resposta verbal, "confuso" indica que o paciente consegue falar, mas está desorientado (4 pontos). "Reverberando" pode ser uma descrição adicional da confusão verbal. Para a resposta motora, "sem déficit motor" implica que o paciente obedece a comandos (6 pontos). Portanto, o cálculo do GCS é O3 + V4 + M6 = 13. Um escore de 13 classifica o TCE como leve, mas ainda requer monitorização e investigação para descartar lesões intracranianas que possam evoluir. A GCS é essencial para a triagem, acompanhamento e tomada de decisões clínicas no manejo do TCE.
A GCS avalia a abertura ocular (O), a melhor resposta verbal (V) e a melhor resposta motora (M), com pontuações que variam de 1 a 4 para O, 1 a 5 para V e 1 a 6 para M.
A perda de consciência, mesmo que transitória, indica um TCE e pode reduzir o escore de Glasgow, refletindo a disfunção cerebral. O escore é crucial para classificar a gravidade do TCE (leve, moderado, grave).
O escore de Glasgow é fundamental para a classificação da gravidade do TCE, orientando a necessidade de exames complementares (como TC de crânio), monitorização e o nível de intervenção terapêutica, além de ser um preditor prognóstico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo