PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020
Você é o plantonista de um hospital de nível secundário, para o qual é trazido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, com colar cervical e prancha rígida, um paciente aparentando ter entre 20-30 anos que colidiu seu automóvel em uma árvore em uma vicinal. Você chama pelo paciente e ele não responde, não esboça movimentos, nem abre os olhos. O mesmo observa-se após compressão torácica. Qual a Escala de Coma de Glasgow deste paciente?
Paciente sem resposta ocular, verbal ou motora a estímulos = Glasgow 3 (1+1+1).
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia a resposta ocular, verbal e motora. A pontuação mínima para cada componente é 1. Um paciente que não abre os olhos (1), não emite sons (1) e não realiza movimentos (1), mesmo após estímulo doloroso, tem um Glasgow de 3, indicando um trauma cranioencefálico grave.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente em situações de trauma cranioencefálico (TCE). Ela avalia três componentes principais: resposta ocular, resposta verbal e resposta motora. Cada componente possui uma pontuação mínima de 1, mesmo na ausência total de resposta, e uma pontuação máxima que varia (4 para ocular, 5 para verbal, 6 para motora). A soma dessas pontuações resulta no Glasgow total, que varia de 3 a 15. Em um cenário de trauma grave, como o descrito, onde o paciente não apresenta nenhuma resposta (não abre os olhos, não emite sons e não realiza movimentos, mesmo após estímulo doloroso como a compressão torácica), a pontuação de cada componente é a mínima: 1 para ocular, 1 para verbal e 1 para motora. Isso resulta em uma pontuação total de 3. Um Glasgow de 3 é o menor escore possível e indica um comprometimento neurológico gravíssimo, frequentemente associado a lesões cerebrais severas e um prognóstico desfavorável. A correta aplicação da ECG é fundamental para a avaliação inicial, monitoramento da evolução neurológica e tomada de decisões clínicas, como a necessidade de intubação orotraqueal para proteção de via aérea em pacientes com Glasgow ≤ 8. O conhecimento preciso de como pontuar cada componente é essencial para todos os profissionais de saúde que atuam em emergências.
A resposta ocular é pontuada de 1 a 4: 1 para nenhuma abertura ocular, 2 para abertura à dor, 3 para abertura à voz e 4 para abertura espontânea.
A pontuação mínima possível na Escala de Coma de Glasgow é 3, que ocorre quando o paciente não apresenta nenhuma resposta ocular (1), verbal (1) ou motora (1), mesmo após estímulo doloroso.
Um Glasgow de 3 indica um nível de consciência extremamente baixo, geralmente associado a um trauma cranioencefálico muito grave e um prognóstico reservado, necessitando de intervenção imediata para proteção das vias aéreas e suporte vital.
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