Escala de Coma de Glasgow: Avaliação e Conduta no Trauma

HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2018

Enunciado

Uma paciente de 22 anos de idade foi levada em protocolo de trauma pelo serviço de atendimento móvel de urgência ao pronto-socorro após ter sido atropelada em uma via pública. À avaliação inicial, a paciente apresentava vias aéreas pérvias, mantendo frequência respiratória de 18 irpm, com SpO₂ de 93%, PA de 90 x 65 mmHg, FC de 122 bpm e abertura ocular somente ao estímulo doloroso, com flexão anormal e sem resposta verbal. Havia uma laceração de aproximadamente 5 cm no couro cabeludo e contusão em região temporal direita. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente a pontuação segundo a Escala de Coma de Glasgow (ECG) e a conduta imediata para a paciente.

Alternativas

  1. A) ECG 8 e iniciar suplementação de O2 com máscara de Venturi a 35%
  2. B) ECG 7 e realizar tomografia computadorizada de crânio sem contraste
  3. C) ECG 4 e encaminhar para craniectomia descompressiva
  4. D) ECG 6 e realizar intubação endotraqueal 
  5. E) ECG 9 e realizar limpeza e sutura da lesão em couro cabeludo

Pérola Clínica

ECG ≤ 8 → Intubação endotraqueal para proteção de vias aéreas no trauma.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é crucial na avaliação inicial do trauma. Uma pontuação de 6 indica comprometimento neurológico grave, exigindo intubação imediata para garantir a permeabilidade das vias aéreas e prevenir aspiração, mesmo com SpO2 inicialmente aceitável.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente no contexto de trauma. Sua aplicação rápida e precisa é fundamental para guiar decisões clínicas e prognósticas. A pontuação varia de 3 (coma profundo) a 15 (totalmente consciente), sendo que valores iguais ou inferiores a 8 são classicamente indicativos de trauma cranioencefálico grave e necessidade de proteção avançada das vias aéreas. A avaliação inicial do paciente traumatizado segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), que prioriza a manutenção das vias aéreas, respiração e circulação. No caso de um paciente com ECG ≤ 8, a intubação endotraqueal é uma conduta imediata e salvadora. Ela visa proteger as vias aéreas de aspiração, otimizar a ventilação e oxigenação, e controlar a pressão intracraniana, prevenindo lesões cerebrais secundárias. É crucial que residentes e estudantes de medicina dominem a aplicação da ECG e compreendam suas implicações para o manejo do trauma. A identificação precoce de um comprometimento neurológico grave e a intervenção adequada, como a intubação, podem impactar significativamente o desfecho do paciente, reduzindo a morbidade e mortalidade associadas ao trauma cranioencefálico.

Perguntas Frequentes

Como calcular a Escala de Coma de Glasgow (ECG) em um paciente traumatizado?

A ECG avalia abertura ocular (1-4), resposta verbal (1-5) e resposta motora (1-6). No caso, abertura ocular ao estímulo doloroso (2), sem resposta verbal (1) e flexão anormal (3) totalizam 6 pontos.

Qual a conduta imediata para um paciente com ECG 6 no trauma?

Um paciente com ECG ≤ 8 deve ser intubado para proteção de vias aéreas e suporte ventilatório. Isso previne aspiração e garante oxigenação cerebral adequada, sendo uma prioridade no manejo do trauma.

Quais são as prioridades no atendimento inicial de um paciente politraumatizado?

As prioridades seguem o mnemônico ABCDE do ATLS: A (Airway/Vias Aéreas com proteção cervical), B (Breathing/Respiração), C (Circulation/Circulação com controle de hemorragias), D (Disability/Avaliação neurológica) e E (Exposure/Exposição e controle de ambiente).

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