UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Paciente homem, 24 anos, vítima de atropelamento é atendido na Emergência. A avaliação neurológica demonstra abertura ocular aos estímulos dolorosos, emissão de sons incompreensíveis e movimentos de retirada. De acordo com a classificação pela escala de coma de Glasgow, o valor que corresponde a este paciente, neste caso, é:
ECGl: Abertura ocular à dor (2) + Sons incompreensíveis (2) + Retirada à dor (4) = 8.
A Escala de Coma de Glasgow (ECGl) é uma ferramenta padronizada e essencial para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, como no traumatismo cranioencefálico. A pontuação é baseada em três componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, sendo a soma dos pontos um indicador prognóstico e de gravidade.
A Escala de Coma de Glasgow (ECGl) é uma ferramenta universalmente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral aguda, sendo indispensável na avaliação inicial de vítimas de trauma, especialmente o traumatismo cranioencefálico (TCE). Desenvolvida em 1974, sua simplicidade e reprodutibilidade a tornaram um padrão ouro na prática clínica e em pesquisas. A ECGl avalia três domínios: abertura ocular (pontuação de 1 a 4), resposta verbal (pontuação de 1 a 5) e resposta motora (pontuação de 1 a 6). A soma dos pontos varia de 3 (coma profundo) a 15 (paciente alerta e orientado). Uma pontuação igual ou inferior a 8 é classicamente associada à necessidade de proteção de via aérea (intubação orotraqueal) devido ao risco de aspiração e comprometimento respiratório. Para residentes, é fundamental dominar a aplicação correta da ECGl, pois ela não apenas classifica a gravidade do TCE (leve, moderado, grave), mas também orienta decisões terapêuticas e prognósticas. A reavaliação seriada da escala é vital para monitorar a evolução neurológica do paciente. A compreensão de cada componente e suas respectivas pontuações é essencial para evitar erros que possam comprometer o manejo do paciente.
A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes: abertura ocular (O), resposta verbal (V) e resposta motora (M). A soma das pontuações de cada componente fornece o escore total.
A pontuação da ECGl é crucial para classificar a gravidade do TCE (leve: 13-15, moderado: 9-12, grave: 3-8), guiar a conduta inicial, indicar a necessidade de intubação orotraqueal (geralmente para ECGl ≤ 8) e auxiliar no prognóstico do paciente.
Os movimentos de retirada (pontuação 4) são uma resposta coordenada para afastar o membro do estímulo doloroso. A flexão anormal (decorticação, pontuação 3) é uma resposta estereotipada de flexão dos membros superiores e extensão dos inferiores, indicando lesão cerebral mais grave.
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