UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2018
Paciente com 20 anos de idade vítima de acidente de trânsito. Levado à emergência de um hospital nota-se que: pressão arterial normal; abertura ocular apenas sob estímulos dolorosos; flexão anormal dos membros superiores à dor e gemente. Qual a conduta mais importante no momento?
Glasgow ≤ 8 em trauma → intubação orotraqueal para proteção de via aérea e ventilação.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é crucial na avaliação inicial do trauma. Um ECG de 8 ou menos indica comprometimento grave da consciência e a necessidade de intubação para garantir a permeabilidade das vias aéreas e prevenir aspiração.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em jovens, sendo a avaliação neurológica inicial um pilar fundamental para o manejo adequado. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é a ferramenta mais utilizada para quantificar o nível de consciência, sendo um preditor importante de prognóstico e guia para condutas. Pacientes com ECG igual ou inferior a 8 são considerados com TCE grave e necessitam de atenção imediata à via aérea. A proteção da via aérea através da intubação orotraqueal é uma das prioridades do Advanced Trauma Life Support (ATLS) para pacientes com TCE grave. Isso se deve ao risco elevado de aspiração de conteúdo gástrico e à incapacidade de manter uma ventilação adequada, o que pode levar à hipóxia e hipercapnia, fatores que secundariamente agravam a lesão cerebral. A intubação garante a oxigenação e a ventilação, além de proteger as vias aéreas. Após a estabilização da via aérea e da ventilação, outras medidas como a avaliação circulatória, o controle da pressão intracraniana (se necessário) e a realização de exames de imagem (como a tomografia computadorizada de crânio) devem ser implementadas. A conduta correta no momento inicial pode impactar significativamente o desfecho do paciente com TCE grave, sendo a intubação precoce uma medida salvadora.
A principal indicação para intubação em TCE é uma Escala de Coma de Glasgow (ECG) igual ou inferior a 8, devido ao risco elevado de aspiração e comprometimento da ventilação.
A prioridade é a avaliação e manejo da via aérea (A de Airway no ATLS), seguida por respiração (B), circulação (C), déficit neurológico (D) e exposição (E). A intubação protege a via aérea.
Embora a TC seja fundamental para o diagnóstico das lesões cerebrais, a estabilização da via aérea e da ventilação precede qualquer exame complementar, pois a hipóxia e a hipercapnia podem agravar a lesão cerebral.
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