Escala de Glasgow: Pontuação para Decorticação Motora

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026

Enunciado

Assinale a opção correta, em relação a quantos pontos na escala de coma de Glasgow, corresponde à resposta motora compatível com decorticação.

Alternativas

  1. A) 5.
  2. B) 4.
  3. C) 3.
  4. D) 2.
  5. E) 1.

Pérola Clínica

Decorticação (flexão anormal) = 3 pontos na Resposta Motora da Escala de Glasgow.

Resumo-Chave

A decorticação indica lesão acima do nível do núcleo rubro (diencéfalo/hemisférios), enquanto a decerebração (2 pontos) sugere lesão em tronco encefálico.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) permanece como o padrão-ouro na avaliação do nível de consciência em pacientes agudos. A resposta motora é particularmente valiosa, pois reflete a integridade do sistema nervoso central de forma hierárquica. A decorticação, ou flexão anormal, ocorre quando há interrupção das vias corticoespinhais, mas preservação de tratos rubroespinhais, resultando em um padrão de flexão de membros superiores. Clinicamente, a identificação correta da pontuação 3 (decorticação) versus 2 (decerebração) é crucial para localizar o nível da lesão neurológica e determinar a urgência da intervenção neurocirúrgica ou de medidas de controle da pressão intracraniana. Erros na aplicação da escala podem levar a condutas inadequadas em protocolos de trauma e emergência.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre decorticação e decerebração no Glasgow?

A decorticação (3 pontos) é caracterizada pela flexão anormal dos membros superiores e extensão dos inferiores, sugerindo lesão cortical ou hemisférica alta. A decerebração (2 pontos) apresenta extensão e rotação interna dos membros superiores, indicando lesão mais grave em nível de tronco encefálico (mesencéfalo ou ponte).

Como é avaliada a resposta motora na Escala de Glasgow?

A resposta motora varia de 1 a 6: 6 (obedece comandos), 5 (localiza estímulo doloroso), 4 (flexão normal/retirada), 3 (flexão anormal/decorticação), 2 (extensão/decerebração) e 1 (ausência de resposta). É o componente mais fidedigno para prognóstico neurológico.

O que mudou na atualização da Escala de Glasgow?

A atualização (GCS-P) incluiu a avaliação da reatividade pupilar. Subtrai-se pontos do escore total se uma ou ambas as pupilas não reagirem à luz, permitindo uma escala que varia tecnicamente de 1 a 15, refinando o prognóstico em TCE grave.

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