UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Um homem de 56 anos é internado no serviço de emergência após sofrer queda de uma escada. Ele está inconsciente, apresenta fluido sanguinolento não coagulado no canal auditivo direito. Apresenta, ainda, retração e movimentos inespecíficos aos estímulos dolorosos. Está com os olhos fechados, abrindo-os em resposta à dor, e produz sons ininteligíveis. As pupilas estão isocóricas e fotorreagentes. Sua pontuação na escala de coma de Glasgow é:
Glasgow: Abertura ocular à dor (2), Sons ininteligíveis (2), Retração/movimentos inespecíficos à dor (4) → GCS = 8.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia a resposta ocular, verbal e motora, sendo fundamental no trauma cranioencefálico. Abertura ocular à dor (2), sons ininteligíveis (2) e retração/movimentos inespecíficos à dor (4) somam 8 pontos, indicando um TCE grave.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente no trauma cranioencefálico (TCE). Sua aplicação correta é vital para a classificação da gravidade do TCE, o que orienta a tomada de decisão clínica e o prognóstico. A ECG avalia três componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica. No caso apresentado, a abertura ocular em resposta à dor pontua 2. A produção de sons ininteligíveis pontua 2 na resposta verbal. A retração e movimentos inespecíficos aos estímulos dolorosos pontua 4 na resposta motora. Somando-se esses valores (2+2+4), obtém-se uma pontuação total de 8. Uma pontuação de 8 ou menos na ECG é classicamente definida como TCE grave, indicando a necessidade de manejo intensivo e investigação de lesões intracranianas. A presença de fluido sanguinolento não coagulado no canal auditivo (otorragia) é um sinal de alerta para fratura de base de crânio, que pode estar associada a lesões cerebrais significativas. O manejo inicial de um paciente com TCE grave (GCS ≤ 8) inclui a proteção da via aérea (intubação orotraqueal), manutenção da ventilação e circulação, e medidas para controle da pressão intracraniana, além de investigação por neuroimagem. A precisão na aplicação da ECG é um diferencial para o residente na emergência.
A Escala de Coma de Glasgow avalia a abertura ocular (O), a melhor resposta verbal (V) e a melhor resposta motora (M) do paciente, com pontuações que variam de 1 a 4 (ocular), 1 a 5 (verbal) e 1 a 6 (motora).
A pontuação da Glasgow é crucial para classificar a gravidade do TCE (leve: 13-15, moderado: 9-12, grave: 3-8), guiar a conduta inicial, monitorar a evolução neurológica e auxiliar no prognóstico do paciente.
Fluido sanguinolento no canal auditivo (otorragia) após trauma, especialmente se não coagulado, pode ser um sinal de fratura de base de crânio, indicando uma lesão grave e a necessidade de investigação adicional.
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