SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Paciente deu entrada na sala de emergência após queda de motocicleta, apresentando abertura ocular espontânea, orientado e obedecendo aos comandos do examinador. Segundo a escala de coma de Glasgow, ele será classificado como:
Glasgow 15 = Abertura ocular espontânea (4) + Orientado (5) + Obedece comandos (6).
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia o nível de consciência através de três parâmetros: ocular (1-4), verbal (1-5) e motor (1-6), totalizando de 3 a 15 pontos.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) foi desenvolvida em 1974 por Teasdale e Jennett para fornecer um método objetivo de avaliar a profundidade e a duração do coma e do comprometimento da consciência. Ela se tornou a ferramenta mais utilizada mundialmente na prática clínica para pacientes com lesão cerebral aguda. A avaliação deve ser feita sempre considerando a melhor resposta obtida em cada categoria. Na prática da residência médica, a precisão na aplicação da escala é crucial para a comunicação entre equipes e para a decisão terapêutica. Por exemplo, a diferença entre 'localizar dor' (5 pontos motores) e 'flexão inespecífica/retirada' (4 pontos motores) pode alterar a classificação de gravidade do paciente. Além disso, fatores como sedação, edema bipalpebral ou intubação devem ser registrados como 'não testáveis' (NT) para evitar subestimação da consciência do paciente.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é composta pela soma de três componentes: Abertura Ocular (pontua de 1 a 4), Resposta Verbal (pontua de 1 a 5) e Melhor Resposta Motora (pontua de 1 a 6). A pontuação total varia de 3 a 15 pontos. Recentemente, a escala foi atualizada para incluir a reatividade pupilar (Glasgow-P), onde se subtrai a perda de reação pupilar do total da ECG, mas a escala clássica de 15 pontos continua sendo o padrão ouro para triagem inicial e classificação de gravidade no trauma cranioencefálico.
Um paciente atinge a pontuação máxima de 15 na Escala de Coma de Glasgow quando apresenta: Abertura Ocular Espontânea (4 pontos), Resposta Verbal Orientada — ou seja, sabe quem é, onde está e a data (5 pontos) — e Resposta Motora que Obedece a Comandos, como apertar a mão do examinador ou mostrar a língua (6 pontos). Esta pontuação indica um estado de consciência preservado no momento da avaliação, embora não exclua lesões intracranianas em evolução.
No trauma cranioencefálico (TCE), a ECG é fundamental para classificar a gravidade da lesão e guiar a conduta. Um Glasgow de 13 a 15 é classificado como TCE leve; de 9 a 12 como TCE moderado; e de 3 a 8 como TCE grave. É importante ressaltar que pacientes com Glasgow menor ou igual a 8 geralmente perdem a capacidade de proteger as vias aéreas, sendo esta uma indicação clássica para intubação orotraqueal imediata no cenário de emergência.
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