Escala de Coma de Glasgow: Entenda a Resposta Motora

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2016

Enunciado

Ao exame neurológico, qual resposta motora, dentre as abaixo, representa a melhor situação clínica, recebendo a melhor pontuação na escala de coma de Glasgow?

Alternativas

  1. A) Localiza o estímulo doloroso.
  2. B) Retira o membro ao estímulo doloroso.
  3. C) Apresenta resposta motora em extensão.
  4. D) Apresenta resposta motora em flexão anormal.
  5. E) Não apresenta nenhuma resposta motora.

Pérola Clínica

Glasgow: Localizar dor (M5) > Retirar dor (M4) > Flexão anormal (M3) > Extensão (M2) > Sem resposta (M1).

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia o nível de consciência através de respostas ocular, verbal e motora. A melhor resposta motora é obedecer a comandos (M6), seguida por localizar o estímulo doloroso (M5), que indica uma função cortical mais preservada do que apenas retirar o membro.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, sendo fundamental na emergência e terapia intensiva. Desenvolvida em 1974, ela fornece uma avaliação objetiva e reprodutível, auxiliando na classificação da gravidade do traumatismo cranioencefálico (TCE) e no monitoramento da evolução neurológica. A ECG avalia três domínios: abertura ocular (O), resposta verbal (V) e resposta motora (M). A resposta motora é considerada o componente mais importante, pois reflete a função cortical e do tronco cerebral. As pontuações da resposta motora variam de 1 (nenhuma resposta) a 6 (obedece a comandos). A capacidade de localizar o estímulo doloroso (M5) indica uma resposta organizada e direcionada, sugerindo uma função cortical mais preservada em comparação com a retirada inespecífica do membro (M4). No manejo clínico, a pontuação da ECG é crucial para guiar decisões terapêuticas, como a necessidade de intubação orotraqueal em pacientes com ECG ≤ 8, e para determinar o prognóstico. É essencial que residentes dominem a aplicação correta da escala, diferenciando as nuances de cada resposta para evitar erros que possam impactar a conduta e a avaliação do paciente. A reavaliação seriada da ECG é vital para detectar deterioração neurológica precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da Escala de Coma de Glasgow?

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia três componentes: abertura ocular (O), resposta verbal (V) e resposta motora (M), cada um com uma pontuação específica que varia de 1 a 4, 1 a 5 e 1 a 6, respectivamente.

Qual a diferença entre "localizar o estímulo doloroso" e "retirar o membro ao estímulo doloroso" na ECG?

Localizar o estímulo doloroso (M5) significa que o paciente move a mão ou o membro para tentar remover o estímulo. Retirar o membro ao estímulo doloroso (M4) é uma resposta de flexão inespecífica, sem direcionamento para o local do estímulo, indicando menor organização cortical.

Por que a resposta motora é tão importante na avaliação neurológica?

A resposta motora é um indicador crucial da integridade do sistema nervoso central, refletindo a função cortical e do tronco cerebral. Alterações na resposta motora podem indicar lesões cerebrais e são fundamentais para o prognóstico e manejo do paciente.

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