HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
Paciente vítima de trauma cranioencefálico, trazido pelo resgate anisocórico, sem abertura ocular a nenhum estímulo, com sons incompreensíveis, apresentando episódios de decorticação – padrão flexor anormal. A pontuação na escala de coma de Glasgow é:
Glasgow: Ocular (1) + Verbal (2) + Motora (3) = 6 (TCE grave).
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia a gravidade do comprometimento neurológico em pacientes com TCE. A pontuação é a soma das melhores respostas em abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Neste caso, 'sem abertura ocular a nenhum estímulo' = 1, 'sons incompreensíveis' = 2, e 'decorticação' (padrão flexor anormal) = 3. Portanto, 1 + 2 + 3 = 6.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta universalmente utilizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, como o trauma cranioencefálico (TCE). Ela avalia três componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, atribuindo uma pontuação para cada um, que varia de 1 a 4 (ocular), 1 a 5 (verbal) e 1 a 6 (motora). A soma total varia de 3 a 15, sendo 3 o pior prognóstico e 15 o melhor. No cenário de TCE, uma pontuação de ECG ≤ 8 é classicamente definida como TCE grave, indicando a necessidade de intubação orotraqueal e ventilação mecânica para proteção das vias aéreas. A decorticação (postura flexora anormal) e a descerebração (postura extensora anormal) são sinais de lesão cerebral grave, com a decorticação indicando lesão acima do tronco encefálico superior e a descerebração, lesão mais inferior no tronco. A avaliação da ECG deve ser rápida e precisa, sendo um pilar na avaliação inicial e no monitoramento contínuo de pacientes com TCE. A anisocoria, como mencionada no enunciado, é um sinal de alerta importante que sugere herniação cerebral e requer intervenção imediata para reduzir a pressão intracraniana e evitar danos neurológicos irreversíveis.
A ECG é uma ferramenta padronizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com TCE, auxiliando na classificação da gravidade (leve, moderado, grave) e no monitoramento da evolução neurológica.
A decorticação, que é um padrão flexor anormal em resposta a um estímulo doloroso, recebe a pontuação de 3 na categoria de resposta motora da Escala de Coma de Glasgow.
A anisocoria (pupilas de tamanhos diferentes) em um paciente com TCE pode indicar compressão do nervo oculomotor (III par craniano), frequentemente devido a herniação cerebral, sendo um sinal de alerta para deterioração neurológica grave.
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